Mostrando postagens com marcador Resenhas Literárias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas Literárias. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

[T&S] Resenha Literária| Um Dia - David Nicholls

UM DIA - DAVID NICHOLLS 

Eu sempre gostei muito de ler, livros, revistas, tudo que tivesse letras eu devorava. E
é em um universo assim que um leitor cresce. Cercado de amigos que poucos conhecem, parecendo até meio solitário, mas sempre com um livro na mão. Quem de longe vê mal imagina o que se passa na cabeça de uma pessoa com uma arma tão grande que é a leitura. A cada livro um amor novo, um inimigo novo, um mártir novo, uma nova realidade para ser quem você quiser. Livros te levam além de qualquer fronteira, especialmente livros bons. Aqueles que mexem com você a cada página e te arrancam suspiros das mais diversas situações sem ao menos você perceber. Pode parecer muito mainstream, melodramático e desnecessário dizer tudo isso, mas não é.

O livro que eu vou falar hoje é um mix de todas as emoções, desde amor profundo a desilusão pesarosa. Perdas e recomeços. Um dia é assim. Dia 15 de julho, um dia qualquer de um ano de 365 dias para quem ainda não conheceu Emma e Dexter, mas um dia com um significado profundo para quem acompanhou cada 15 de julho junto com esse casal... não perfeito, diria até muitas vezes totalmente do avesso, mas real, como a vida, cheio de falhas.

Emma e Dexter acabaram de se formar e suas cabeças estão nas nuvens de tanta expectativa. Dexter pretende ganhar o mundo, conhecer de tudo um pouco, ficar rico e se tornar um quarentão cheio de charme. Emma quer ir a Londres, se tornar escritora e poder viver uma vida tranqüila com alguém que ela ame ao seu lado, alguém que a muito tempo tem sido Dexter. Mas como sonhos tão distantes com pessoas tão diferentes poderiam de alguma forma dar certo? Não há. E são esses desencontros e encontros sempre datados em 15 de julho de algum ano que são retratados.

O livro pode parecer simples, mas a maestria com a qual David Nicholls leva o livro é digna de nota. Cada página, cada diálogo é marcado por uma realidade tão forte, tão forte que às vezes chega a doer no leitor, doeu em mim. Sem fantasias David descreve as várias voltas que a vida dá até conseguir juntar pessoas diferentes, de mundos diferentes de uma maneira que dê certo, que funcione. O livro retrata fielmente histórias de aprendizado, de reconhecimento, de amor, de dor e de recomeços. Não tem como não se apaixonar por Emma, não tem como não se encantar com Dexter e definitivamente não há como não se comover com a história e seu enlace que por vezes tão simples, mas sincero de uma maneira linda que nos transporta para as viagens, brigas, carinhos, tudo que envolve os dois.

É um livro que ensina, que mexe com quem lê. A leitura pode parecer simplória demais, mas não se deixem enganar. Continuem e aproveitem cada página desse livro que como qualquer livro bem escrito tem o poder de transformar o leitor, de fazer refletir e como sempre de emocionar. E nos fazer perceber que a felicidade pode estar ao lado pedindo para entrar.

Resenha escrita por
Letícia

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

[T&S] Res. Literária| Anna e o Beijo Francês


ANNA E O BEIJO FRANCÊS 

SINOPSE: Anna está ansiosa para começar seu último ano escolar em Atlanta, onde ela tem um ótimo trabalho, uma melhor amiga leal, e uma quedinha à beira de se tornar algo mais. É por isso que ela está menos do que excitada em ser enviada para um colégio interno em Paris — até que ela encontra Étienne St. Clair: perfeito, parisiense (e inglês, e americano, com um sotaque digno de desmaio) e completamente irresistível. O único problema é que ele não está livre, e Anna pode não estar também, se alguma coisa acontecer na sua quase-relação onde ela mora. Quando o inverno derreter na primavera, será que um ano quase romântico acabará com o esperado beijo francês que Anna — e os leitores — tem aguardado?

Vai um chick-litt aí? Haha. Suspiros. Não vejo outra maneira de começar essa resenha, falar de um livro tão doce, tão leve e ao mesmo tempo tão bom como Anna e o beijo francês é assim, é só o que nos causa, suspiros, suspiros e mais suspiros! O livro todo, haha.  Pode parecer bobo e pouca coisa, o título parece sugestivo ao enredo, mas não se deixe enganar. A história é bem mais que isso.

Anna Oliphant é uma estudante comum que ao contrário de todas as adolescentes que sonham em ir para fora só quer uma vida estável – ou o mais perto disso – e conseguir viver sua vida da maneira mais tranqüila. Mesmo frustrada por essa viajem ser mais um capricho de seu pai do que uma vontade sua ela segue rumo a Paris, a Cidade das Luzes.

Não poderia ser pior: sozinha, em Paris, sem falar francês, extremamente chateada com a situação e em um internato por um ano inteiro. Tudo vai de mal a pior até que Anna conhece Meredith e assim faz novos e bons amigos, um em especial: St. Clair ou Étienne. O típico parisiense boa pinta e hospitaleiro a qual Anna tenta ao máximo evitar, afinal, ele e sua namorada podem estar com problemas, mas não era de seu feitio agir assim.

A história é meiga e bastante leve, prende o leitor ver como o amor pode surgir das maneiras mais simples e nos momentos mais inesperados, sem monstros, coisas sobrenaturais, ou catástrofes. Amor adolescente e sincero, com empecilhos reais, comuns, que podem estar acontecendo agora mesmo enquanto você lê essa resenha. Pode até parecer clichê para muitos, mas estamos na época em que o clichê se tornou novidade diante de tantas peculiaridades que lemos por aí.

Stephanie Perkins se consagra mais uma vez como uma das melhores escritoras do gênero (amo a Simone Elkeles, sorry) nos contando uma história que nos rouba sorrisos, risos, sustos, pesares e se a pessoa for como eu até algumas lágrimas. Nota 1000 para esse livro.


Resenha escrita por
Letícia

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

[T&S] Resenha Literária Aleatória| Anjos e Demônios


Anjos e Demônios: a primeira aventura de Robert Langdon

Épico. Polêmico. Sanguinário.

Não há como descrever Anjos e Demônios sem essas palavras. Dan Brown soube muito bem usar um dos temas mais polêmicos: Ciência vs. Religião.

Antes de resolver o Código da Vinci, o professor de simbologia de Harvard, Robert Langdon, é acordado pela madrugada e chamado ao CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire: Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear) para resolver um misterioso caso.

Ao que tudo indica, um dos cientistas, Leonardo Vettra, foi morto e marcado a ferro com um ambigrama, uma imagem que pode ser lida dos dois lados. Robert viaja até a Suíça e encontra Maxmilian Kohler, o diretor do CERN, que explica tudo a Robert.

Entretanto, a morte de Leonardo mostra que o ambigrama pertence a uma antiga fraternidade, que era considerada extinta, e que ela está retornando para cumprir uma antiga promessa: destruir seu inimigo com uma bomba superpoderosa: a Antimatéria.

Robert vai com Vittoria Vettra ao Vaticano para tentar encontrar a bomba e levá-la de volta ao CERN, mas as coisas não funcionam do jeito que planejam.

Para piorar a situação, quarto cardeais são sequestrados da Capela Sistina antes do início do Conclave e o Hassassin promete matá-los um a cada hora, a partir das oito horas.

Viajando através de Roma para evitar um sacrifici vergini nell’altare di scienza, Robert corre contra o tempo para encontrar o Caminho da Iluminação, uma trilha feita pelos Illuminatis para que o merecedor encontrasse o covil e se juntasse à Ordem.

O filme não seguiu muito a ordem do livro. Entretanto descubra por si só e sinta-se na pele de Robert Langdon.

Que os deuses estejam sempre ao nosso favor!

Resenha escrita por
Lucas Silva

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

[T&S] Res. Literária | A Hospedeira

Tudo que você conhece foi destruído, sua própria raça foi drasticamente exonerada, seu corpo se tornou casa para seres de outro planeta chamados “almas”. Seres que vivem com seu corpo, usam seu cérebro para pensar, as mãos para manejar e fazem o mundo continuar funcionando como se tudo isso fosse uma mudança banal no dia-a-dia. Surreal não? Esse é o universo que A Hospedeira nos apresenta.
Logo de inicio somos apresentados a esse universo não na visão dos humanos como era de se esperar, mas na perspectiva de uma Alma. Peregrina, ou Peg é uma Alma viajante que não conseguia achar um lugar a que realmente pertencesse no universo, e assim, mais uma vez ela migra para outro planeta em busca de algo que ela sempre procura, embora não saiba exatamente o que é. Tudo ocorre as mil maravilhas... ela tem um trabalho, vive em sociedade com as outras Almas, e atinge até um certo status de “popularidade”. Porém algo lhe atormenta profundamente: sua Hospedeira (termo que denomina a antiga dona do corpo que ‘hospeda’ a alma) não sucumbiu totalmente a inserção... por meio de sonhos, flashblacks, Melanie – Ou Mel – ainda está por lá, ainda está lutando por aqueles que ama, que deixou e mesmo assim ainda busca proteger.
Peg de inicio fica confusa, pois, afinal... os seres humanos dita a lenda eram pessoas sem coração, que cometiam as piores atrocidades possíveis contra sua raça, aos olhos das Almas, a tomada do planeta Terra fora uma medida totalmente racional, diria até um favor... Mas a saudade, a vontade de proteger e o amor de Melanie por sua família era tão forte que era como se eles fossem a própria família dela – se ela um dia tivesse tido uma – e movidas pela vontade de proteger Jared – companheiro de Mel – e Jamie – irmão dela – ambas burlam toda a política perfeita das Almas e saem em busca do improvável.
Posso afirmar veementemente que esse livro me surpreendeu da maneira mais positiva possível. Foram inúmeras as criticas a respeito dizendo que o livro era maçante demais e impossível de extrapolar as 100 paginas de tão constante que o tédio era, mas ressalto meu ponto, porque apesar da grossura do volume - mais de 500 páginas – o li inteiro em menos de 24 horas de tão boa que a história era/é.
Vampiros? Esqueça. Triângulos? Pode parece para alguns, mas a história definitivamente não é um. É um dos romances mais completos que eu já li em toda minha vida, tem ação, comédia... te faz rir e te faz chorar. Um livro leve que você termina de ler sorrindo, um livro que eu recomendo a qualquer pessoa com vontade de ler algo pra melhorar o humor, ou simplesmente ter o prazer de mergulhar no universo que nos é apresentado. Um livro que fala de amor ao próximo, sacrifício e traz uma mensagem a qual não estamos nos dando conta: o amor está acabando. E é o amor que faz o mundo girar, onde estaremos sem ele? A que ponto a humanidade vai conseguir chegar? Quais atrocidades mais vão acontecer? O livro não fala de almas e humanos, fala de pessoas capazes de amar e pessoas que esqueceram como é isso.
Um livro lindo, singelo e puro. Um livro que te surpreende e te aproxima mais dos personagens a cada página, cada acontecimento, casa desafio. Um livro especial, que com toda certeza merece ser lido.

Resenha escrita por
Letícia

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

[T&S] Resenha Literária Aleatória: O Símbolo Perdido

Resenha crítica: O Símbolo Perdido (para quem já leu Anjos e Demônios e O Código da Vinci)

“Casa do Templo
20H33min
O segredo é saber como morrer.”



Depois de sobreviver a uma explosão no Vaticano e fugir da polícia francesa de sapato social, Robert Langdon é chamado às pressas por seu amigo Peter Solomon à Washington D.C para fazer uma palestra sobre “arquitetura maçônica na Capital”, mas descobre que seus propósitos ali são outros. Robert descobre que seu amigo Peter Solomon foi sequestrado e seu captor, Mal’akh, pede como um resgate um tesouro que fundadores da capital, a maioria deles mestres maçons de alto grau, teriam escondido em algum lugar da cidade e que seria capaz de dar poderes divinos a quem o encontrasse. Então, o simbologista renomado de Harvard se vê lançado em uma “caçada” na capital dos Estados Unidos junto com a irmã de Peter, Katherine Solomon e Warren Bellamy, o Arquiteto do Capitólio, envolvendo a CIA, arquitetura maçônica na capital e as ciências noéticas.


Robert inicia sua aventura em Washington a partir da Rotunda do Capitólio, onde recebe a Mão dos Mistérios de Mal’akh, um convite a desvendar os Antigos Mistérios da humanidade. O sequestrador de Peter exige que Langdon encontre uma pirâmide, escondida na capital, que se revela como um mapa para encontrar a Palavra Perdida.

Para salvar seu amigo, o professor precisa fugir da CIA, encontrar-se com o Único Deus Verdadeiro em “Roma [em] um refúgio, ao norte do Tibre, que contem 10 pedras do monte Sinai, uma do próprio céu e outra com o semblante do pai obscuro de Luke”, criar ordem a partir do caos e visitar o Heredom, a montanha sagrada.

Escrito em pontos de vista distintos, Dan Brown narra a história e entra na parte mais profunda de seus personagens, mostrando seus medos e anseios.

Dan Brown traz à luz também temas desconhecidos pela sociedade, como a ciência noética que estuda os poderes inexplorados da mente humana, os Antigos Mistérios que têm a promessa de apoteose, ou até os perfluorocarbonetos oxigenados (é, eu também achei difícil de pronunciar), ou se preferirem, o Líquido Respirável.

Quem gosta de livros de ação que envolva sociedades secretas, fica a indicação desse livro maravilhoso de Dan Brown.

A respeito do filme, há rumores de que o filme será lançado em 18 de outubro de 2013 (nada confirmado) e que Tom Hanks continuará no papel do professor.

“...tudo é revelado no grau 33”

Resenha escrita por
Lucas Silva

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

[T&S] Res. Literária | As Vantagens de Ser Invisível

Em uma estranha coincidência (não foi combinado em qualquer momento) a resenha literária, assim como a cinematográfica é de As Vantagens de Ser Invisível.
...
Não sei bem por onde começar a falar desse livro... foi algo tão bom, tão repentino, tão perfeito que eu ainda me encontro meio desnorteada, não consegui sair daquele universo, não consegui deixar Sam, Patrick e Charlie, e para dizer a verdade, também não sinto vontade. Pode parecer o mesmo clichê de sempre, eu falando de um livro que me marcou do quanto esse livro é bom e blá-blá, mas não é, é bem mais que isso, porque quando falo de As Vantagens de ser Invisível não me sinto falando de um simples livro, é mais como se eu estivesse descrevendo um amigo de longa data, alguém muito importante pra mim. É, isso mesmo, esse livro é um amigo. Como as cartas que Charlie escrevera para seu querido amigo, escrevo esta resenha para um “Querido, amigo” que também me escute e me entenda. Entenda que este livro é muito mais do que parece ser e que hoje em dia um livro assim é como um diamante em meio a vários destroços de vidros, um feixe de luz na escuridão, e não encontro outra maneira, ou termo que defina o que esse livro te faz sentir, ele te torna infinito, nós torna infinitos. Desde a primeira página, desde a primeira carta conhecemos Charlie pouco a pouco. Um garoto comum, não popular, não tão cheio de amigos, mas cheio de sonhos e uma vontade de sentir algo que ainda não tem nome, algo que seja um misto de todas as coisas boas que se pode ser agraciado, um garoto puro e realista em relação aos altos e baixos que a vida nos traz e muitas vezes simplesmente passam despercebidos. Pode parecer pouca coisa, mas não é. O livro é tão sincero, tão especial que deixa uma marca tão profunda em quem lê que é impossível negar que ele é único. Em busca de seu objetivo, da felicidade seja lá o que ela signifique Charlie segue sua jornada rumo ao colegial cheio de medo e de primeira cheio de frustrações, mas tudo isso evapora, dissipa, a partir do momento que ele conhece amigos, não aqueles de dizer “oi”, mas os de verdade, os tão raros hoje em dia e assim, juntos começam e descobrir e viver as pequenas e melhores coisas que a vida tem a oferecer. Com uma linguagem simples Stephen consegue transmitir a historia de uma maneira que o leitor se sente o quarto elemento do grupo de amigos, vive todas as histórias juntamente a Charlie, se diverte nas festas, nas conversas, e se sente invisível, como Charlie. O livro é uma tremenda roda gigante de emoções que brinca com o nosso intimo de uma maneira difícil de ignorar. Mostra-nos que ser invisível não é uma coisa ruim, o invisível é aquilo que olhos comuns não conseguem ver, ser invisível é ser especial, é viver a vida de uma maneira livre e sem repreensões, é saber tirar o melhor de tudo independente se a situação seja boa ou não. E que todos tem um Charlie dentro de si, independente de quem seja. Se tornou meu livro predileto, talvez seja por ser um dos últimos que eu li – como Charlie – ou simplesmente por ser um livro que amplifica a visão de quem lê, nos dá uma perspectiva mais profunda do mundo a nossa volta. Um livro assim tem uma história com quem lê que dura muito mais do que as horas que usamos lendo-o, uma história que dura e nos transmite coisas para vivermos a nossa vida, uma história infinita.

Resenha escrita por
Letícia

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

[T&S] Res. Literária | 50 Tons de Cinza

Há muito tempo eu ouvi vários rumores sobre 50 tons, mas não me interessei muito, para mim o livro era mais uma dessas febres que surgiam e logo cairiam no esquecimento, passaram alguns meses e os rumores, os comentários mais diversos possíveis só se intensificavam e eu instigada por saber o que me aguardava, que universo aquele livro me apresentaria fui buscar e eis o grande tema do livro: sexo. Mas não abordado como de prache vemos em tantas histórias em que o mocinho e a mocinha se apaixonam, namoram, transam e tudo mais, não mesmo. Tudo ao contrário, 50 tons de cinza vira essa fita clichê toda do avesso. Narrado em primeira pessoa o livro conta a história de Anastacia Steele, uma jovem mulher que não apresenta uma grande vida amorosa e nenhuma sexual. Não por falta de oportunidade, Ana como tantas outras garotas imagina que um cara certo vai chegar e wow, vai mudar a vida dela, ela vai se apaixonar e vai acontecer... E acontece, mas não dessa maneira. Christian Grey entra na vida dela como um furacão e vai derrubando tudo. Cavalheiro? Esqueça, Christian pode ser educado, mas seu tipo está bem longe disso. Romântico? Nem imagine ele assim, é perca de tempo. Nenhum adjetivo comum o define e acho o que chega mais perto de defini-lo são: desejável e atraente. O desejo que impulsiona o envolvimento dos dois para frente e atração continua que os mantém interessados um no outro. Tudo seria até normal – na medida do possível – se os fantasmas de Grey não começassem a aparecer e a partir daí, desse momento eu entendi o porque desse livro chocar e se tornar tão popular em tão pouco tempo, o livro trata sobre as fantasias mais ocultas que o ser humano pode ter na hora do sexo, e não falo de um chicotinho na mão, um tapinha, uma fantasia ou algo do tipo, falo de algo mais profundo, visto com muito preconceito por ai: sadomasoquismo. Nunca tinha lido um livro do gênero e confesso que me surpreendi. Apesar de a escrita da autora não ser muito boa ela se supera nas descrições e tudo acontece, apesar de ser um livro longe da perfeição 50 tons de cinza – e a trilogia como um todo – não deixam de manter uma posição que eu diria até de “realeza” entre os demais do gênero. É o tipo de livro que até quem não gosta acaba lendo pra saber como termina. A autora mesmo disse em nota “Não é nenhuma obra de arte”, mas funciona não? Uma espécia de livro chiclete e seu mérito não é pouco, afinal, não é qualquer livro que a partir do momento que você terminar de ler essa resenha já terá vendido mais de 40 exemplares pelo mundo.E apesar de ser uma fanfic de Twilight (muitos desconhecem esse fato) eu achei que os pontos certos foram aproveitados e os em que Meyer errou Erika James buscou aperfeiçoar em seus personagens. O livro me ganhou, não entrou para os meus favoritos, mas entrou para os especiais. O tipo de livro que eu recomendo para meus amigos íntimos (não quero que qualquer um pense que sou pervertida, ne?) não pelo gênero ou pelas cenas hot, mas porque a historia é realmente interessante a sua maneira. E é isso, keep calm e descubram os 50 tons e Christian Grey! Haha.



Resenha escrita por
Letícia

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

[T&S] Res. Literária | Os 13 Porquês

Sabe aquele tipo de livro que após você terminar tem que dar um tempinho pra si mesma? Pra aceitar que terminou, e que terminou daquela maneira? Os 13 porquês é esse tipo de livro. Tenho tanta coisa pra dizer desse livro que não sei nem por onde começar... Mas uma coisa eu tenho absoluta certeza, é aquele livro que TODOS deveriam ler, o livro que te ajudar a melhorar como pessoa e repensar vários atos teus. A história começa com uma digressão que nos dá uma breve perspectiva do que nos espera pela frente, Clay Jasen recebeu um pacote, sem remetente e fica confuso com aquilo. Sete fitas, treze histórias, treze motivos, treze porquês que levaram Hannah a cometer suicídio  Cada pessoa que recebe o pacote é um desses motivos. Clay de inicio quase vai a loucura com tudo, afinal, ele gostava dela, o que poderia ter feito que contribuísse pra ela cometer tal ato? E é isso que vamos descobrindo com o decorrer de cada fita. A cada fita ficamos mais curiosos, mais sedentos por descobrir os motivos e no final, vemos que coisas que parecem insignificantes a nossos olhos podem ter uma importância fatal aos olhos de outra pessoa e foi isso no caso de Hannah.
Eu particularmente nunca vi quem comete suicídio com bons olhos, mas passei a entender um pouco mais conhecendo a história de Hannah, ela tentava confiar nas pessoas, tentava acreditar e começar do zero a cada vez que essas mesmas pessoas davam uma rasteira nela, tentava confiar novamente, e com o tempo, desistiu, não viu motivo, não quis se machucar mais. É um livro horrível, mas não aquele horrível de ruim, é um horrível de ótimo, deu de entender? Aquele livro que te faz sentir como Clay, te faz sentir a angustia e a tristeza de cada fita, um livro raro. Não cheguei a chorar com o livro, talvez isso tenha sido o mais frustrante porque toda aquela angustia ainda esta presa no meu peito, dentro de mim prestes a qualquer momento simplesmente sair...
Me tornei amiga de Clay e Hannah através das páginas, desejava a cada segundo, a cada letra que Hannah não tivesse feito o que fez, desejava a cada segundo entrar no livro e dizer a Clay que aquela angustia ia passar, desejava que todo aquele clima se aniquilasse, mas não era possível. Daqui a 50 anos ainda vou me lembrar desse livro, de tudo que aprendi com ele, das lições e ensinamentos que ele me proporcionou e por mais que suicídio seja um tema extremamente forte e por vezes ignorado (como em determinado ponto é citado no livro), é um tema importante, um tema a ser discutido e questionado. Os 13 porquês me ensinou que pessoas, são como diamantes, preciosas, mas tem a fragilidade de um cristal e devem ser cuidadas sempre.

Resenha escrita por
Letícia

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

[T&S] Res. Literária | A Culpa é das Estrelas

Continuando ó nosso Fanmade semanal, aqui está: a resenha literária, que será de A Culpa é das Estrelas de John Green. Sem apesares, aqui está:
...
Eu me sinto anestesiada. Meus olhos ainda estão inchados, as lagrimas de alegria, tristeza, algo não definido continuam a sorrateiramente cair de meus olhos. Mas me sinto exatamente da maneira como Hazel se sentia a respeito de Uma Aflição Imperial: um livro meu, que eu queria guardar em um cantinho em que só eu fosse capaz de alcançá-lo. Mas seria egoísta, e eu não posso cometer o erro de simplesmente fingir que esse livro não significa nada para mim.
A premissa do livro inicialmente, de primeira vista mesmo, pode ter pouco impacto, mas é inegável a perfeição de tudo. Os devaneios, até as tiradas mais decadentes direto do fundo do poço ganham quem lê... Me ganharam. Hazel é uma garota com câncer, mas ela não faz disso o dilema de sua vida. Ela sempre tenta minimizar tudo para sua família, tentando deixar cicatrizes cada vez menores. E assim, ela se torna meio reclusa. Em um circulo com várias outras pessoas portando a doença, ela não suporta mais ver os lamentos e as "motivações" que deixaram de fazer sentido.
Eis que aparece Augustus, ou Gus. A relação dos dois começa da maneira mais inimaginável possível, e por ser assim, por ser Hazel, e Gus, acaba por dar certo. O livro é simplesmente indescritível, ele brinca com todas as suas emoções e acaba se tornando uma montanha russa que só sobe. E eu ainda me pergunto: Como eu faço pra descer? Como faço pra isso minimizar? É um livro que mexe, mas de uma maneira totalmente diferente. A doença não os torna coitados, pelo contrario, os torna mais fortes, verdadeiramente fortes. Hazel é o revitalizante de Gus, Gus é o seu.
Genialidade não define o que esse livro leva consigo, seus devaneios, as metáforas - destaco a do cigarro sendo a minha favorita - tudo é digno de nota, tudo te encanta. E por mais que eu queira esse livro só pra mim, ele é o tipo de livro que eu quero que todos tenham em mãos. Contraditório, sim ou claro? Que seja, o fato é que esse livro deixou algo em mim diferente de tudo que eu já li, e eu não exagero em uma palavra sequer, ressalto que pode até ser que isso tudo não defina, na verdade, não define, não chega nem perto.
Minhas reverencias a John Green, meu muito obrigado por fazer essa historia maravilhosa. Espero um dia poder ajudá-lo, influenciá-lo, fazer uma diferença da maneira que você fez através deste livro. Você é o meu Van Houten de uma maneira totalmente positiva e como Hazel diz a respeito de Van Houten “Eu leria até sua lista de compras” haha.
E de verdade, não pensem duas vezes antes de ler, não pensem duas vezes antes de falar, dou minha opinião mais sincera. Os personagens, os humores negros, auto-depreciativos... banais, por fim reais são o que torna tudo especial. Esse livro representa querendo ou não algo que nós somos: seres humanos propícios a qualquer momento sucumbir no abismo do esquecimento, uma estrela numa constelação, uma nuvem a 200 por hora, a moça a quem Sheakespeare dedicou seu poema, somos humanos. E as cicatrizes que deixamos em nosso legado não precisam ser vistas pelo mundo, todo mundo é herói de alguém. Todo mundo tem um Gus, um Isaac, uma Hazel, um Van Houten dentro de si. E de verdade, leiam, aproveitem, deliciem-se. Um livro assim é uma raridade. Uma estrela perdida na terra.”

Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas.
- A Culpa é das Estrelas, John Green 
Resenha escrita por
Letícia 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

[T&S] Anúncio: Fanmade Semanal

Olá.
Venho hoje vos deixar a par de uns dos muitos projetos que estão em planejamento e/ou execução na Tributos e Semideuses. Esse projeto é o Fanmade Semanal!
O projeto, envolve um tipo de entretenimento alheio da obra original de Jogos Vorazes e Percy Jackson. Essa diversão seria dar a vocês sugestões de fanfictions, livros e filmes.
Botando isso em prática, ficará assim:

  • Segunda-feira com fics (as fics serão inéditas, escritas pela nossa equipe)
  • Quarta-feira com resenhas cinematográficas (filmes diversos, resenhados pelo "Will")
  • Sexta-feira com resenhas literárias (livros diversos, resenhados pela "Letícia")
O objetivo é incorporar uma parte nova e diferente para os fãs. Porque nós não somos apenas tributos e semideuses, muitos de nós são potterheads, shadowhunters e outros.
O projeto se inicia hoje a noite e o plano é que continue acontecendo. A programação dessa semana, a única a ser anunciada, é a seguinte:
  • Segunda-feira - Fic a ser postada: A Destruição do Olimpo - Parte 1, escrita por "Gabriel".
  • Quarta-feira - Resenha de cinema a ser postada: Eu Sou o Número Quatro, escrita por "Will".
  • Sexta-feira - Resenha de livro a ser postada: A Culpa é das Estrelas, escrita por "Letícia".
Então, aguardem lá pelas 20:00 de hoje á noite, a fic será postada aqui, e divulgada na page.
Comentem, dizendo sua opinião, se gostaram da fic/resenha ou não. Mas sejam respeitosos, por enquanto a função "anônimo" dos comentários está ligada, mas se você não prestarem ao respeito, será desligada.
Aguardem! E como eu falei nesse post, aguardem os outros projetos nossos!

Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!