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quarta-feira, 13 de março de 2013

[T&S] Res. de Cinema | Lanterna Verde (Green Lantern)

Lanterna Verde

Resenha Cinematográfica

Planos de um filme com o Lanterna Verde rolaram pela Warner desde 1998. Desde então, o personagem, diretor, escritor, orçamento e vontade da feição do filme mudou e variou, mas em 2009, se concretou o plano, e foi feito o desastre: Green Lantern.
Na simples trama de Lanterna Verde, Hal Jordan (Ryan Reynolds), um piloto de teste irresponsável, é escolhido por um anel alienígena para ser um vigilante do sector terráqueo e ele tem que enfrentar uma imparável ameaça, o Parallax.
Com o pior 3D convertido que este metido a crítico já viu, Martin Campbell prova que seus bons dias de James Bond já passaram e agora são só uma lembrança.
E o roteiro, cujos autores nem merecem ser mencionados, é um bolo clichê de super-herói, que ao contrário de Os Vingadores, não usa isso a seu favor, e cai na mesmice tão rápido que a sonolência é inevitável.
Quanto ao elenco, Mark Strong, Geoffrey Rush e Michael Clarke Duncan são os únicos que se salvam e capturam a essência do personagem, incorporando elementos do que os personagens iriam se tornar, se houvesse uma sequência.
E a atuação de Ryan Reynolds que está mais canastrão do que nunca, é comparável a de Blake Lively que está com a mesma personalidade de Gossip Girls, só mudando aa cor de cabelo.
Com um roteiro fraco, elenco quebrado e uma direção falha, Lanterna Verde mostra o que acontece com uma história se o vilão não é estabelecido e muito menos o herói.

Green Lantern
2011 | EUA - 114 min

Ação, Aventura, Super-Herói

Dirigido por Martin Campbell
Estrelado por Ryan Reynolds, Blake Lively.

Qualificação final:
05.6 de 10.0

Resenha escrita por
Will

sábado, 9 de março de 2013

[T&S] Res. de Cinema | Os Vingadores (The Avengers)

Os Vingadores

Resenha Cinematográfica

Desde 2005, a Marvel vem traçando um plano para colocar seus heróis mais famosos em filmes. O plano foi posto em ação com Iron Man, de 2008, e culminou em fim, a Os Vingadores.
O filme trata, com cautela, da formação do grupo Os Vingadores, que é a junção de pessoas extraordinárias com poderes ou habilidade para lutar as batalhas que os humanos comuns não poderiam. O grupo tem que lidar com Loki (Tom Hiddleston) enquanto tentam se estabelecer.
Usando todo clichê no livro, paletas muito vivas e efeitos extraordinários, The Avengers quase cai na armadilha de Demolidor - O Homem Sem Medo, mas consegue se salvar, fazendo um filme que não abaixa sua guarda e só cresce, em qualidade e história.
Joss Whedon, o "rei" nerd dirige seu próprio roteiro, que como antes dito, sofre clichês de o grupo que não funciona, e daí funciona, e no final, tem uma grande batalha que é claro, ganha.
Um filme que trata de tecnologia, alienígenas e ciência com um roteiro que se salva e tem um ótimo alívio cômico.
Um monumento a nerdice, que não desce do salto e coloca um nerd no próprio filme, disfarçado de terno.
Sem dor, sangue, explosões e cenas inúteis na praia, Os Vingadores é um blockbuster de primavera que não fica obsoleto e deleitável assisti-lo.
Com 3D convertido, os efeitos aumentam e o sentimento de inclusão na cena é muito maior e mais completo.
Os Vingadores é um filme com seguimento cult que pode ser considerado eterno, que faz um complicado longa de super-heróis ser uma diversão familiar e para todas as idades.

The Avengers
2012 | EUA - 143 min
Ação, Aventura, Super-Herói

Dirigido por Joss Whedon
Estrelado por Robert Downey Jr., Chris Hensworth, Chris Evans, Scarlett Johansonn, Mark Rufallo, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson.

Qualificação final:
09.6 de 10.0

Resenha escrita por
Will

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

[T&S] Res. de Cinema | Pânico 4 (Scream 4)

Pânico 4

Resenha Cinematográfica

Esse mês terá a completa franquia "Scream" resenhada.

Na tentativa de reviver a franquia, The Weintein Company voltou ao início e trouxe de volta Kevin Williamson e o nunca sumido Wes Craven para escrever e dirigir uma quarta parte da série Pânico. Mas falhou, na bilheteria.
Em Scream 4, passaram dez anos da última aparição de Ghostface e todos os sobreviventes vivem felizes. Gale (Courtney Cox), agora casada com o xerife Dewey (David Arquette) é uma escritora, assim como Sidney (Neve Campbell), que acaba de lançar um livro sobre sua vida. Quando vai para Woodsbroo para divulgar sua obra, Sidney presencia a ascensão de um novo assassino, usando, novamente, os filmes como pano de fundo.
Como tradição da franquia, o filme apresenta um extensa e novinha em folha lista de nomes (conhecidos ou não) para você duvidar deles, tentando adivinhar o assassino, dessa vez, mais amigável e psicótica do que os anteriores.
Cheio de um elenco teen, o longa tem diálogos acreditáveis para adolescentes modernos, preocupados com seus celulares e se vão ou não vão na casa do colega. É deliciosamente palpável o gosto retornante de suspense e sangue, no show de facas digitais que Craven dirige.
E o filme vai colocar sua mão na boca quando o mascarado se violenta ou esfaqueia uma vítima na cabeça e tal anda alguns bons metros antes de morrer.
Apresentando os efeitos de computação, Scream 4 também moderniza sua história, criando uma trama auxiliar em que o assassino grava seus assassinatos para criar um novo filme e usa um app do iPhone para ganhar a voz clássica do Ghostface.
Pânico 4 mostra que Craven e Williamson sabem se renovar e deixa bem claro porque The Vampire Diaries ou Dawson's Creek de Kevin, são de tanto sucesso.

Scream 4
2011 | EUA - 111 min
Crime, Mistério, Thriller

Dirigido por Wes Craven
Estrelado por Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette.

Qualificação final:
08.8 de 10.0

Resenha escrita por
Will

domingo, 17 de fevereiro de 2013

[T&S] Res. de Cinema | Pânico 3 (Scream 3)

Pânico 3

Resenha Cinematográfica

Esse mês terá a completa franquia "Scream" resenhada.

Enquanto tentava acabar Scream 2, Kevin Williamson, roteirista dos dois primeiros filmes, escreveu um ensaio, apresentando sua ideia para terminar a franquia Pânico, no filme 3. Sua ideia foi negada e Ehren Kruger foi contratado para escrever o fechamento da série.
Em Pânico 3, todos seguiram seus caminhos. Dewey (David Arquette), agora desempregado, vive em Woodsbro, enquanto Gale (Courtney Cox) é uma repórter-âncora de sucesso, deixando seus dias investigativos para trás. E Sidney (Neve Campbell), vive agora recluída da sociedade, em uma casa de campo. Ela trabalha num atendimento contra violência feminina e tudo parece bem, até que um novo Ghostface, mata o suposto assassino de sua mãe, Cotton Weary (Liev Schreiber) e sua namorada. Esse novo Ghostface irá invadir os pesadelos de Sidney e revolucionar sua vida, no presente, no futuro ou até mesmo do passado.
O longa é o único meta-filme da série, e pode ser garantido: é o pior da série. Usando de mortes mais falsas,, com o pretérito de enganar o espectador, Pânico 3 não tem um protagonista.
Devido ao seu contrato, Neve Campbell só podia ficar 20 dias no set, sendo que filmes tem mais de 90 dias de fotografia principal, deixando o seu personagem menos na tela. Sendo assim, um elenco de atores teens, interpretando atores, teve que contracenar com Cox e Arquette para substituir Campbell.
A falta de protagonista, não é um problema, afinal. É bom, e deixa todos os personagens com uma importância similar, impedindo as apostas de quem pode ser o assassino, tão inimaginável que pode ser um dos pontos altos do filme.
Seguindo as regras de um final de trilogia (Um assassino super-humano ["esfaquear não irá funcionar, armas não irão funcionar. Basicamente você tem que decapitar o vilão e congelar a cabeça."], qualquer um pode morrer e o passado irá voltar para te assombrar, afinal o passado não acabou e todos os seus pecados e segredos poderão vir a tona), Scream 3 joga seguro.
Sem nenhuma inovação, o filme é monótomo, e alguns pontos, cansativo.

Scream 3
2000 | EUA - 117 min
Crime, Mistério, Thriller

Dirigido por Wes Craven
Estrelado por Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette.

Qualificação final:
07.5 de 10.0

Resenha escrita por
Will

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

[T&S] Res. de Cinema | Pânico 2 (Scream 2)

Pânico 2

Resenha Cinematográfica

Esse mês terá a completa franquia "Scream" resenhada.

Por mais de brincar mais do que deveria com os perigos de fazer uma sequência, Wes Craven não desaponta e desenvolve sua sequência dignamente, novamente contando com Kevin Williamson no roteiro.
E Craven teve muito trabalho, fazendo de sua sequência, um filme quase tão digno que o original.
No longa que sucede o blockbuster Pânico, Sidney (Neve Campbell) agora na faculdade, tenta recomeçar sua vida e esquecer seu passado, mas o acaso não permite quando um novo assassino, inspirado no original de Woodsbroo, surge na nova vida de Sidney. E para sobreviver a nova carnificina, ela novamente irá contar com Gale Weathers (Courtney Cox), agora um repórter sucedida, Dwight Riley (David Arquette), também sucedido como policial.
Com medo da história cair na mesmice, o roteirista fez da mesmice a história, transformando os eventos do primeiro filme em uma espécie de fórmula macabramente genial.
E em meio aos gritos é que Campbell prova que não é uma estrela teen qualquer e mantém o seu nível de atuação por todo o filme. Mesma situação de Courtney Cox, que destrói sua imagem de amigável vizinha da sitcom "Friends" e retorna no papel de Gale, mais vadia e determinada do que nunca.
Com muito mais sangue, dor e efeitos, Scream 2 não é uma trama forçada. Corre naturalmente e a revelação do assassino, durante o clímax final, é como uma real "esfaqueada" nas costas, de tão surpreendente. E como Randy (Jamie Kennedy) disse: "The past will always come back to byte you in the ass" (O passado sempre irá retornar para te assombrar), são os assassinos: uma completa reflexão dos acontecimentos do filme original, mas a sequência consegue ser indepedente, e tem suas própria lacunas, não precisando do primeiro filme como base.
Por mais que Craven e Williamson não se superem, eles fazem um bom trabalho mantendo o nível, e brincando sobre decair na sequência.

Scream 2
1997 | EUA - 120 min
Crime, Mistério, Thriller

Dirigido por Wes Craven
Estrelado por Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette.

Qualificação final:
08.2 de 10.0

Resenha escrita por
Will

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

[T&S] Res. de Cinema | Pânico (Scream)

Pânico

Resenha Cinematográfica

Esse mês terá a completa franquia "Scream" resenhada.

Scream não mudou a forma de gravação, não criou um diretor e muito menos um elenco. Ao contrário; foi um filme com um bom diretor de suspenses, um elenco relativamente conhecido, e jogou seguro. Talvez fora isso que o fez tão marcante.
No longa, um assassino surge na pequena cidade de Woodsbroo matando brutalmente dois jovens, fazendo Sidney (Neve Campbell) pensar se estas novas mortes tem uma conexão com a morte de sua mãe, que completa um ano. Sidney irá contar com Dewey e Gale (David Arquette e Courtney Cox) para fugir e se salvar deste serial killer que tem os filmes como inspiração e segue regras nada ortodoxas.
Com uma trama tão clichê, é surpreendente que o novato Kevin Wiliamson conseguiu ser original, mas chega a ser uma fácil tarefa quando você conta com Wes Craven, o cara que trouxe Freddy Krueger pela primeira vez na telona, na cadeira de diretor e um elenco que tem atores aclamados fazendo aparições e outros saindo da sua área de conforto.
Um slash que usou e abusou dos efeitos visuais da época fazendo um filme barato - com sangue de xarope de milho -, mas de muita qualidade.
Craven, com Williamson, renasceu o gênero, que jazia em seu túmulo, tendo os sustos e gritos somente na memória, relembrando os dias que já passaram. O terror estava em seus trapos mais rasgados, e esse filme, tendo os clássicos filmes de terror/horror como motivo para o assassino, em um jogo mortal de perguntas, trouxe o gênero de volta a vida e inspirou vária franquias e paródias.
Recheado de referências, o filme tem suas piadinha e alívios cômicos, mas que não estragam o filme e somente o deixam balançados.
O longa satiriza outros filmes do gênero e cria uma base muito interessante sobre quem pode e não pode morrer durante o desenrolar e deixa algo bem claro: todos são suspeitos.
E quanto a força que Sidney deve ter achado durante o clímax, deve ter sido adrenalina. Mas nada irá ser tão surpreendente quanto a revelação do vilão, que bota muitas mudanças de clímax no chinelo.

Scream
1996 | EUA - 111 min
Crime, Mistério, Thriller

Dirigido por Wes Craven
Estrelado por Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette.

Qualificação final:
08.7 de 10.0

Resenha escrita por
Will

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

[T&S] Resenha Literária| Um Dia - David Nicholls

UM DIA - DAVID NICHOLLS 

Eu sempre gostei muito de ler, livros, revistas, tudo que tivesse letras eu devorava. E
é em um universo assim que um leitor cresce. Cercado de amigos que poucos conhecem, parecendo até meio solitário, mas sempre com um livro na mão. Quem de longe vê mal imagina o que se passa na cabeça de uma pessoa com uma arma tão grande que é a leitura. A cada livro um amor novo, um inimigo novo, um mártir novo, uma nova realidade para ser quem você quiser. Livros te levam além de qualquer fronteira, especialmente livros bons. Aqueles que mexem com você a cada página e te arrancam suspiros das mais diversas situações sem ao menos você perceber. Pode parecer muito mainstream, melodramático e desnecessário dizer tudo isso, mas não é.

O livro que eu vou falar hoje é um mix de todas as emoções, desde amor profundo a desilusão pesarosa. Perdas e recomeços. Um dia é assim. Dia 15 de julho, um dia qualquer de um ano de 365 dias para quem ainda não conheceu Emma e Dexter, mas um dia com um significado profundo para quem acompanhou cada 15 de julho junto com esse casal... não perfeito, diria até muitas vezes totalmente do avesso, mas real, como a vida, cheio de falhas.

Emma e Dexter acabaram de se formar e suas cabeças estão nas nuvens de tanta expectativa. Dexter pretende ganhar o mundo, conhecer de tudo um pouco, ficar rico e se tornar um quarentão cheio de charme. Emma quer ir a Londres, se tornar escritora e poder viver uma vida tranqüila com alguém que ela ame ao seu lado, alguém que a muito tempo tem sido Dexter. Mas como sonhos tão distantes com pessoas tão diferentes poderiam de alguma forma dar certo? Não há. E são esses desencontros e encontros sempre datados em 15 de julho de algum ano que são retratados.

O livro pode parecer simples, mas a maestria com a qual David Nicholls leva o livro é digna de nota. Cada página, cada diálogo é marcado por uma realidade tão forte, tão forte que às vezes chega a doer no leitor, doeu em mim. Sem fantasias David descreve as várias voltas que a vida dá até conseguir juntar pessoas diferentes, de mundos diferentes de uma maneira que dê certo, que funcione. O livro retrata fielmente histórias de aprendizado, de reconhecimento, de amor, de dor e de recomeços. Não tem como não se apaixonar por Emma, não tem como não se encantar com Dexter e definitivamente não há como não se comover com a história e seu enlace que por vezes tão simples, mas sincero de uma maneira linda que nos transporta para as viagens, brigas, carinhos, tudo que envolve os dois.

É um livro que ensina, que mexe com quem lê. A leitura pode parecer simplória demais, mas não se deixem enganar. Continuem e aproveitem cada página desse livro que como qualquer livro bem escrito tem o poder de transformar o leitor, de fazer refletir e como sempre de emocionar. E nos fazer perceber que a felicidade pode estar ao lado pedindo para entrar.

Resenha escrita por
Letícia

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

[T&S] Res. de Cinema | The Breakfast Club (O Clube dos Cincos)

O Clube dos Cinco

Resenha Cinematográfica

Este clássico é um filme perfeito, que desenha seu caminho até o final de forma tão discreta, que é apavorante. Com uma história e um texto perfeitamente polido, The Breakfast Club conta a história de 5 jovens, que por conta de seus atos errados durantes a semana, são forçados a passar um sábado na detenção escolar, sobre os olhos do professor Richard Vernon (Paul Gleason), que por sua vez, vos encarrega de escrever uma redação sobre o que fizeram para estarem presentes na detenção e como se arrependem disso. Mas John Bender (Judd Nelson), o badboy, leva Claire (Molly Ringwald), Brian (Anthony Michael Hall), Andrew (Emilio Estevez) e Allison (Ally Sheedy) ao literal extâse e lentamente transforma-os em amigos.
Com uma trilha sonora tão clássica como o longa, The Breakfast Club é o mais sucedido filme do reio dos filmes adolescentes, John Hughes. Hughes escreveu o roteiro e dirigiu o mesmo, e não haveria alguém mais certo para isto.
O filme junto com o personagem de Nelson, vai te deixar inconfortável, mas vai te incorporar naquele grupo de pessoas opostas, porém no fundo, passando pela mesma coisa: a euforia da adolescência.
Enquanto se tornam amigos, os esterótipos ditados desde a fala inicial se dissolvem e torna o filme eterno, mostrando que a juventude dos anos 80 não é de grande diferença da atual: uma juventude rotulada, com basicamente, os mesmos problemas.
Para os que como eu, ama os velhos tempos, este filme é cápsula do tempo, que vai lhe dar arrepios na cena final. Quando John Bender sente aquela necessidade de erguer o punho ao ar, porque ele sabe que conquistou-a.
Mas para os não-oitentistas, que fique claro, você não está salvo dos arrepios, pois este é um filme emocionante, para qualquer um que já teve acne ou espinhas.
O filme só não ganhou a nota máxima por deixar o grupo pairando no ar. Será que eles ficaram amigos na segunda seguinte? Ou será que não? Esta é uma pergunta que somente o falecido Sr. Hughes poderia responder, sendo assim, uma pergunta eterna.

The Breakfast Club
1985 | EUA - 97 min
Dramédia, Juvenil

Dirigido por John Hughes
Estrelado por Emilio Estevez, Judd Nelson, Molly Ringwald, etc.

Qualificação final:
09.9 de 10.0


Resenha escrita por
Will

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

[T&S] Resenha Literária Aleatória| As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos Vol. I

Essa é a resenha literária enviado pelo nosso seguidor Leonardo Dutra. Todo terça estaremos postando resenhas aleatórias de nossos seguidores.

As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos Vol. I

Lançado originalmente em 1997, A Guerra dos tronos não foi nenhum rebuliço editorial na época, passou despercebido por muitas pessoas, mas aos poucos foi ganhando fama graças ao boca-a-boca dos fãs. É o primeiro livro de uma série de 7 livros, sendo que até agora só 5 foram escritos.

No primeiro livro conhecemos Westeros, o continente principal do mundo em que se passa a historia. Westeros é dividida em várias partes (imaginem 7 estados) e cada estado tem um senhor. Nesse livro acompanhamos as principais famílias: Stark, Baratheon e Lannister.

Eddard Stark é o patriarca da família Stark, senhor do norte e também o melhor amigo de Robert Baratheon (Rei de Westeros). Quando a mão do rei (que é uma especie de conselheiro do rei) morre misteriosamente, Robert rapidamente chama Eddard para substituir esse papel, mas quando Eddard chega a corte real, descobre mistérios, traições e segredos horrendos.

Além da terra de Westeros, nas Terras do Verão, vive Daenerys e seu irmão chamado Aegon. Robert Baratheon tinha tirado o pai de Daenerys e Aegon do comando de Westeros, mas agora Aegon e sua irmã querem tomar o controle de Westeros novamente.

Esse é basicamente o fio principal do primeiro livro, mas após isso, muitos outros personagens entram em cena. O primeiro livro é bem escrito, cada detalhe é necessário. Após uns dois capítulos a leitura flui normalmente, parece que um livro de 650 paginas é somente um de 100 páginas. George R.R Martin escreve uma obra literária que todos nós precisávamos, mas calma lá.

O livro é uma ficção adulta, ADULTA, você leu direito? É CLARO que muitos adolescentes tem a capacidade de discernir o certo do errado, mas muitos também não tem. Se você acha que tem capacidade de ler um livro com incesto, estrupo, traição, assassinato entre família então leia, mas se não tem? Espere um pouco e leia quando for maior.

O livro é bom? é.
Tem seus defeitos? tem, mas são poucos.
Recomendo? sim, mas tenha capacidade para ler.

Nota: 9,5.


Resenha Escrita por
Leonardo Dutra

Que os deuses estejam sempre ao seu favor!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

[T&S] Res. de Cinema | House at the End of the Street (A Última Casa da Rua)

A Última Casa da Rua

Resenha Cinematográfica

Na trama de House at the End of the Street, Elissa (Jennifer Lawrence, de Jogos Vorazes) volta a morar com sua mãe (Elizabeth Sue, de Piranha 3D) mas as duas se mudam para uma casa desvalorizada por conta de um assassinato duplo na casa à frente, que foi creditado a Carrie Anne, irmã de Ryan (Max Theriot de Sétima Alma) que não estava presente durante o acontecido na família.
A trama é interessante, os atores são bons em outros trabalhos - sendo Lawrence nomeada ao Óscar, Theriot tendo trabalhado com o mestre do suspense, Wes Craven, e Sue sendo o único destaque do estranhamente erótico blockbuster 3D de qualidade duvidosa, Piranha 3D - mas o filme não é lá grandes coisas.
Vale ressaltar que Jennifer aceitou o trabalho em 2010, antes de ser escolhida como Katniss ou principalmente: antes de ter caído nas graças do público e da crítica por Inverno da Alma, o que leva a impressão da estrela ter aceitado esse filme por pura oportunidade, por falta de opções ou, que Hitchcock me perdoe, por cachê.
O filme, como já disse, tem uma premissa perfeita, mas tem o desenvolvimento mais ridículo e previsível de todos os longas de suspense. Os atores dão um show, até os secundários (Nolan Gerard Funk, por exemplo), mas o problema do filme está também na parte técnica: em todas as cenas de ação, Lawrence tem seu busto enquadrado, e o modelo do frame continua, até a cena mudar. E o final de Ryan, é um pouco estranho e sua sobrevivência é um tanto duvidosa...
Max Theriot, retrata bem a vítima/vilão, e consegue te enganar e iludir nas cena de romance com Jennifer, que continua a ter seu brilho inesquecível.
Uma coisa que achei interessante e que vale a pena comentar: o filme foi gravado com câmeras Techiniscope velhas, para ter um efeito granulado, referente a filmes de suspense antigos, mas o formato também é mais barato de guardar e processar.

House at the End of the Street
2012 | EUA - 102 min
Romance, Suspense, Terror

Dirigido por Max Tonderai
Estrelado por Jennifer Lawrence, Max Theriot, Elizabeth Sue, entre outros.

Qualificação final:
06.3 de 10.0


Resenha escrita por
Will

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

[T&S] Res. de Cinema | 2012 (2012)

2012

Resenha Cinematográfica

Muitos devem vangloriar este filme... mas eu não vou destruí-lo... vou aqui falar a minha opinião.

O longa catastrófico escrito e dirigido por Roland Emmerich, não é nada criativo, relata o fim do mundo. Uma premissa e sinopse oficial mais usada que pano-de-chão, rebatida e miseravelmente compartilhada entre uma grande variedade de estúdios e produtoras.
Mas a diferença desse filme, é a parte científica e técnica do roteiro de Emmerich, que explica o apocalipse com uma variedade impressionante de termos e teorias - algumas loucas ou explicadas e introduzida loucamente.
A trama do filme é sobre o escritor Jackson Curtis (John Cusack) de um livro apocalíptico, mas que vendeu poucas cópias, uma delas foi para o cientista Adrian Helmsey (Chiwetel Ejiofor) que acaba de descobrir que a Terra está com os dias contados. Após conhecer o lunático Charlie Frost (Woody Harrelson) que acredita na profecia maia e perceber que o apocalipse está inciando, decide ir junto com sua ex-mulher e seus filhos, onde arcas para a salvação dos líderes das potências e dos mais ricos, estão sendo construídas.
O filme, como previsível, é recheado de efeitos especiais, diálogos - sendo a maioria deles fracos e sem sentidos, com afirmações falsas (veja aqui erros em inglês) e cenas de ação muito boas (o fim do clímax, por exemplo) com uns personagens complexos, porém outro lamentáveis.
O filme contém vários nomes de peso, tais como John Cusack, Danny Glover, Woody Harrelson, Oliver Platt, Amanda Peet, e o único nome que deixou a desejar no filme, é o de Cusack, o resto está ótimo.
Porém em atuação negativa está um cientista amigo de Adrian (Jimi Mistry) que desenvolve seu personagem muito ingenuamente.

2012
2009 | EUA - 158 min
Romance, Aventura, Ação, Catástrofe, Ficção Científica

Dirigido por Roland Emmerich
Estrelado por John Cusack, Amanda Peet, Danny Glover, Oliver Platt, entre outros.

Qualificação final:
05.5 de 10.0

Resenha escrita por
Will

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 5

O capítulo 6 não ficou atrativo, então aqui vai só o capítulo 5.

Capítulo 5

Charles estava realmente muito animado. Ele acabara de sair do almoço no refeitório, e a notícia realmente havia aumentado em muito seu ânimo. A Caça a Bandeira era hoje! Ele falara com vários campistas veteranos e pegou todas as informações que podia. Mas porque ele estava tão animado? Ora, era o momento perfeito. O momento em que ele mostrará para a sua mãe que ele vale a pena ser reclamado.
Charles deitou na grama, banhado pela luz do sol acima dele. Um sorriso podia se encontrar em seu rosto. Ele tentou lembrar de todas as palavras de Quíron. Se a memória dele não estivesse falha, ele podia lembrar do seguinte: O evento era a vingança de Apolo contra Ares, quando o mesmo perdeu na última Caça a Bandeira. Ares em aliança com Hefesto, Hebe, Atena e Deméter. Apolo em aliança com Hermes, Nêmesis, Íris, Hécate e Dionísio.
Uma possibilidade entrou na mente de Charles como uma bomba. ELE estava contra Andrew. Ele não teria chances nenhuma numa luta mano a mano. Porém esse pensamento logo se afastou, afinal, não haveria como, em uma floresta onde dezenas de campistas estariam lutando, ele ter que lutar logo com ele. Porém, a força do time vermelho aumentava em muito só com a presença dele.
O dia foi passando até que as 17:30, onde estava marcado para que todos os campistas pertencentes aos dez chalés se reunissem na frente da floresta. Charles chegou meio atrasado, mas todos os chalés estavam lá já. O grupo de Ares estava com camisa vermelha por baixo das armaduras, enquanto o grupo de Apolo usava uma camisa laranja. Todos do grupo de Apolo estavam reunidos em uma roda. Sussurrando alto o suficiente para apenas aqueles na roda pudessem ouvir, Lucas, o conselheiro-chefe do chalé 7, disse:
– Então pessoal, é a nossa chance agora. Eu peço a ajuda de todos vocês. Precisamos derrotar Ares hoje. O objetivo? Bom, nós ficaremos com a parte Norte da floresta e eles com a Sul. Temos que encontrar a bandeira deles e levá-la ao nosso território. Assim que cruzarmos o território, a trombeta vai soar e anunciar o vencedor. A fronteira é no riacho que passa no meio da floresta - disse, apontando para a nascente do riacho que estava apenas alguns metros do grupo - e - ele diminuiu o tom - a nossa bandeira vai ficar no extremo Sul - todos concordaram com a cabeça, inclusive Charles - Bom: Hécate, vocês ficam com a Linha de Defesa, perto da bandeira. Quando a trombeta soar, vocês devem ir direto para lá, entenderam? - alguns campistas disseram "sim" - Irís, vocês vão adentrar a floresta junto conosco, Apolo, e mandará as informações que conseguirem para nós, entendido? Ótimo. Nêmesis: Sua função é capturar a bandeira. Dionísio: Usem seus poderes com as vinhas para criar armadilhas, junto com Hermes. Entendido? - todos concordaram com a cabeça - Mais uma coisa: Eles têm Atena, A estratégia e a força juntos. Tomem muito, muito cuidado.
– Silêncio! Todos vocês! - Quíron se pronunciou - Vamos dar início a atividade! Todos já sabem as regras! Arrumem seus campistas, e em cinco minutos daremos início a Caça a Bandeira! - todos começaram a gritar com a última frase de Quíron.
Deram a Charles uma armadura para lá de pesada. Sabendo que tal peso só diminuiria sua velocidade e seu poder na luta, Charles retirou o capacete e ficou apenas com o peitoral, as ombreiras, as cotoveleiras e as joelheiras. Ele recebeu uma bela espada feita de bronze celestial. A embainhou. Lucas pegou a bandeira e, ao soar, da trombeta, o acampamento se dispersou numa velocidade surpreendente.
Charles correu para o meio da floresta, em seu território. O sol já estava se pondo a essa hora. Os grandes pinheiros tomavam uma boa visão do céu. A vegetação mediana impedia um pouco o caminhar de Charles, mas isso não o impediu de adentrá-la mais. Fez sua primeira arapuca, a qual havia aprendido com seu pai, e seguiu mais adentro. Não se passou muito tempo até Charles ouvir o som de metais se chocando a sua direita.Invadiram nosso território!.
Ele foi na direção do som. Ao chegar lá, ele viu um campista com uma camisa vermelha embaixo da armadura, e o número "3" colado em seu peitoral. O campista do grupo de Apolo estava perdendo feio a batalha. Ele possuía vários cortes e seu capacete estava amassado. O campista vermelho ganhava terreno furiosamente, utilizando de qualquer brecha para atacar seu adversário. Charles não pode ficar parado. Ele se esgueirou por trás de seu inimigo e bateu fortemente com o punho da espada no pescoço do semideus. Ele caiu desmaiado no chão.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

[T&S] Res. de Cinema | As Vantagens de Ser Invísivel (The Perks of Being a Wallflower

As Vantagens de Ser Invísivel

Resenha Cinematográfica

The Perks of Being a Wallflower dói. Dói porque ele retrata a solidão, a ansiedade e a total bagunça fremente da adolescência que não é vista com frequência [...]
- San Francisco Chronicle 
E essa frase é uma ótima sentença para se começar uma resenha de um dos filmes mais impecáveis que o mundo já viu.
As Vantagens de ser Invisível conta a história de Charlie (Logan Lerman) que tem uma dificuldade em arranjar amigos após o suicídio de seu melhor amigo. Então, ele conhece Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller), irmãos inseparáveis, e apresentam Charlie a um novo mundo.
Com uma trinca de atores já conhecidos de Percy Jackson, Harry Potter e Precisamos falar sobre Kevin, o filme é, nas palavras do próprio diretor e roteirista, à prova de balas. Mas o filme é muito mais que isso.
O longa, é uma genialidade em si. Com uma história incrível, uma adaptação literária maravilhosa e atores melhor ainda, o filme, que se passa em 1992, é recheado de citações e referências.
Destaque para Logan Lerman no seu melhor trabalho dramático, sabendo canalizar Charlie e todos os seus sentimentos (inclusive quando ele está drogado) e para Emma Watson, mais uma vez provando sua capacidade fora de Hermione.
Mas Miller, a pitada cômica do longa também merece destaque.
Kate Walsh e Dylan McDermott são os pais de Lerman no filme e são dois atores muito bons mas estão muito apagados no filme.
Esse filme tem uma continuidade realmente criativa e uma trilha sonora imprescindível.
Um longa muito bom, porém foi muito mal distribuído no país.
E aos que não gostarem do filme ou da adaptação, que com todo o respeito, façam o favor de ir comer amoras.

The Perks of Being a Wallflower
2012 | EUA - 102 min
Romance, Aventura, Juvenil

Dirigido por Stephen Chbosky
Estrelado por Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller, Nina Dobrev, Kate Walsh, Dylan McDermott, Paul Rudd, entre outros.

Qualificação final:
09.5 de 10.0


Resenha escrita por
Will

[T&S] Res. de Cinema | Number 23 (O Número 23)

Número 23

Resenha Cinematográfica

Um filme louco. Louco que pode te deixar louco.
Com umas tomadas paranoicas e psicodélicas, uma edição impecável, Número 23 prova que Jim Carrey, o papel-título, não é só um mestre da comédia, mas um ator fantástico.
O filme conta sobre um homem (Jim Carrey) que fica obcecado pelo simplório número 23, durante a leitura de um livro, que ganhou de sua esposa (Virginia Madsen). O personagem de Carrey dá adeus a sanidade quando o livro termina com um capítulo faltando, e decide ir atrás do autor, não sabendo que ele está mais perto do que se imagina.
A premissa é realmente atrativa, mas não se engane. O filme é dirigido pelo cineasta Joel Schumacher, conhecido por estragar a franquia Batman de Tim Burton Batman Eternamente e Batman e Robin e roteirizado pelo novato Fernley Phillips.
O filme jaz com muitas brincadeiras internas e truques de câmera. A história traz uma obsessão que no começo é muito gostosa de se acompanhar e até te leva um pouco na loucura, mas no meio do longa, o estado insano do personagem reduz qualquer palavra ou número ao seu redor, a um mero 23.
A direção é frágil, com algumas cenas de Virginia Madsen, como Fabrizzia ou como a esposa de Carrey, sendo muito forçadas visualmente. Um erotismo macabro com uma origem em branco, deixando um buraco de história no filme.
Apesar da história fraca (mas com um final surpreendente) e da direção miserável, o filme tem pontos bons, tais como Jim Carrey e Danny Houston.
Não é cansativo repetir novamente: Carrey capta a força e loucura do seu personagem de forma incrível. Se você tem a imagem de Carrey como o ator de comédia de O Mentiroso, Máscara ou até Ace Ventura, esse filme irá apagar essa imagem num estalo de dedos.
Houston interpreta um doutor, que tenta auxiliar Carrey, nas duas versões, mas falha em ambas. Mas Houston não falha em sua interpretação, mas também não capricha. O mesmo caso é o de Logan Lerman, o filho de Carrey no filme.
O filme poderia ser melhor, assim como O Show de Truman, de Carrey, ou Tempo de Matar de Schumacher foram ótimos.


The Number 23
2007 | EUA - 1h 38min
Suspense, Thriller

Dirigido por Joel Schumacher
Estrelado por Jim Carrey, Virginia Madsen, Danny Houston, Logan Lerman, entre outros.

Qualificação final:
07.6 de 10.0


Resenha escrita por
Will

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 4

Tá né, super atrasado mas tudo bem.
Capítulo 4 - O Treinamento
Charles acordou com uma dor latejante em suas pernas. Tomou um pouco de Néctar e foi de muleta até o refeitório onde sentou na mesa de seus companheiros de Chalé. Comeu silenciosamente, numa tentativa de tentando esconder a sua raiva por sua mãe. Obtivera sucesso até Quíron levantar-se e começar a falar:
– Bom dia, semideuses! - O forte bom dia de Quíron foi respondido da com uma força ainda maior, o que deixou o centauro satisfeito - bom, poucos de vocês tiveram a oportunidade de vê-lo, então, irei apresentá-lo - um calafrio correu pelo corpo de Charles, ele já havia antecipado o que ocorreria a seguir - Eu apresento a vocês, nosso novo campista: Charles Mcder! Levante-se Charles, e venha até aqui.
Charles fechou seus punhos, abaixando sua cabeça. Seu corpo estava domado pela vergonha. Ficou lá por algum tempo, até que uma mão tocou em seu ombro. Era um sátiro, ele trazia duas muletas em suas mãos.
Ótimo, eles acham que fiquei aqui por não poder andar.
Ele aceitou as muletas, e, com a cabeça baixa, foi andando lentamente até a elevação onde se encontrava Quíron, Senhor D. e Argos. Quando chegou lá, levantou levemente a cabeça, e viu centenas de olhos fixados nele. Todos esperaram que ele falasse algo, porém quando Quíron viu que ele não falaria nada, limpou a garganta e disse:
– Bom, eu o trouxe aqui para pedir desculpas em público por não haver nenhum sátiro por perto quando foi atacado pela Quimera - um murmúrio baixo começou a se espalhar - porém, quando percebemos o ataque, não tínhamos como ajudá-lo imediatamente, então, através de alguns espíritos da natureza enviamos uma espada de bronze celestial para ele. Ele resistiu bravamente contra o ataque da Quimera antes de nossas tropas chegarem para matá-la.
Um silêncio pairava sobre o refeitório. Charles observava cada rosto para ver suas reações. Conseguiu ver medo, admiração e raiva no rosto de alguns semideuses. Então, uma voz se ergueu no meio dos semideuses, vindo da mesa onde Charles estava sentado.
– Ele sobreviveu sozinho ao ataque de uma Quimera! Talvez o único aqui que poderia ter feito isso sem treinamento algum é o Andrew! - O olhar de todos se viraram para um garoto de mais ou menos treze anos, ele tinha cabelo negros cacheados, tinha um olhos escuros e penetrantes, usava uma camisa vermelha que delineava músculos muito proeminentes. Ele estava sentado na mesa do Chalé 5, o Chalé de Ares.
Andrew focava a mesa de madeira, sem nenhum interesse na conversa. Charles conseguiu perceber que ele era temido, forte. Ele estava frio, ignorando todos os olhares e recomeçou a comer sua comida em silêncio. Ele emanava poder, e ser comparado com alguém mais forte do que qualquer um no Acampamento fez a autoestima de Charles dar um pulo. Com um limpar de sua garganta, Connor continuou:
– Reconhecem isso? Então, ele não merece o silêncio de vocês.
Com um sorriso no rosto, Connor começou a unir as palmas de suas mãos. Os aplausos dele foi aumentando como uma onde de som que se espalha por um ambiente. Lentamente, cada campista se unia ao coro de baques que as batidas produziam, e após alguns minutos, todas as mãos se uniam produzindo sons direcionados a Charles. Charles ficou envergonhado, mas percebeu que vários semideuses batiam palmas forçadamente, com um sorriso falso no rosto.
Quíron acabou com os aplausos com um levantar de suas mãos, e depois disse: - Bom, esse ato me pegou de surpresa. Mas, como vocês devem saber, não recebemos novos campistas a quase nove meses. Eu realmente não entendo isso, nossas tropas estão menores, se uma guerra nascer rapidamente podemos ser dizimados, precisamos aumentar em muito nossa força de combate. Então, Charles deve ser treinado até o dia em que for reclamado, após esse dia ele treinará por ele próprio - ele olhou para Andrew por um instante -, Andrew! Você será o professor de esgrima de Charles. Vocês começaram depois que ele se recuperar - Andrew apenas fez que sim com a cabeça sem demonstrar nenhum contato visual. Com um gesto, Quíron pediu que Charles descesse e eles continuaram a refeição. Mas agora muitos campistas falavam sobre Charles através de sussurros. Charles teve tempo apenas para dar um sincero obrigado a Connor e saiu do refeitório.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

[T&S] Res. de Cinema | (500) Dias com Ela [(500) Days of Summer]

(500) Dias com Ela

Resenha Cinematográfica

Um filme com narrador, minitexto ao início e indicação de dias conforme vai contando a história. De princípio, parece um filme B infantil ridículo. Mas não é isso que "(500) Days of Summer" é. É um filme com baixo orçamento, independente com um diretor novato, mas que arrasa. O filme começa com um texto sobre um tela preta que diz:
NOTA DO AUTOR: A seguinte obra é de ficção. Qualquer semelhança com pessoas mortas ou vivas é puramente coincidência.
Especialmente você, Jenny Beckman.
Vadia.
Simples, mas atrativo com uma pitada moderada de comédia.
Essa frase define o filme e os personagens.
A obra retrata de uma história sobre o amor, mas não uma história de amor. O filme conta, como Tom Hansen (interpretado por Joseph Gordon-Lewitt) se apaixona e passa a lentamente odiar Summer Finn (encarnada por Zooey Deschannel) em 500 dias.
A dupla principal esbanja de uma química surpreendente, que lhe envolve no amor deles, fazendo você se sentir parte daquele relacionamento. Esse é um dos motivos do qual você ri deles ou com eles. Ou até mesmo chega a chorar. Gordon e Deschannel conhecidos por papéis televisivos de comédia (3rd Rock from the Sun e New Girl) embarcam na dramédia e comandam o filme de uma forma surpreendente, sabendo o tom de comédia necessário em uma cena para serem levados a sério.
Outro destaque é a jovem Chlöe Moretz que cresceu tanto que assusta. A atriz de Kick-Ass e Hugo mostra novamente que tem talento digno do trabalho com Tim Burton em Sombras da Noite.
O filme tem um elenco de apoio que se destaca nas suas pequenas, tal como Clark Gregg, o eterno Agente Coulson, de Homem de Ferro, Thor e Os Vingadores. Gregg é o chefe de Tom na empresa de cartões comemorativos. As falas do personagem são cômicas, remetendo a The New Adventures of the Old Christine, série com Gregg no elenco.
Resumindo: uma comédia-romântica que se salva da mesmice, com um ótimo elenco e um diretor em ascensão.
O diretor Marc Webb com esse filme, vai te deixar com um gostinho de quero mais.

(500) Days of Summer
2009 | EUA - 1h 35min

Dirigido por Marc Webb
Estrelado por Joseph Gordon Lewitt, Zooey Deschannel, Chlöe Moretz, Geoffrey Arend, Clark Gregg, entre outros.

Qualificação final:
08.8 de 10.0


Resenha escrita por
Will

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 3

Terceiro capítulo meio atrasado... Mas ele tá legal, acho.


Capítulo 3 - O Acampamento


      Charles acordou com uma dor forte na área dos joelhos e em seu pé. Abriu seus olhos lentamente, com a vista embaçada, conseguiu apenas discernir um teto alto. Se sentou e, após seus olhos se acostumarem com a claridade, analisou o estado de seus joelhos.
Uma mancha vermelha grande estava bem ressaltada por cima das ataduras que ficavam em cima de cada joelho. Ele estava usando apenas uma cueca preta e seu peito estava enfaixado do ombro a cintura. Alguém havia cuidado dele, e, trocara sua cueca - um arrepio correu por todo o corpo de Charles -, mas a frustação foi contida quando ele percebeu seu estado.
A pessoa cuidara dele então ele não morreria graças  esses cuidados médicos, mas também teria uma grande dívida com ela. Charles olhou em volta, ainda fraco. Ele conseguia ouvir um cair de águas em algum lugar, ouvia gemidos e passos apressados de pessoas andando no corredor a frente ele. Mas esse mundo estava separado dele por cortinas brancas que ficavam em volta da cama.
Seu pé estava bem melhor, ele o movia livremente pela cama, porém seus joelhos aparentavam um choque muito grande. Mesmo se esforçando, ele não conseguia lembrar de ter batido os joelhos, ele não lembrava de nenhuma dor. Com um suspiro, passou toda a noite passada em sua mente. Ele colocou a mão no coração quando lembrou de seu pai sendo morto pela Quimera, sentiu um gosto amargo de lágrimas em sua boca.
Eu sou órfão. O poder desse simples pensamento abriu um buraco no coração de Charles. Ele começou a chorar intensamente pela morte do pai, sentindo cada lágrima passando pelo seu rosto e caindo no lençol branco no qual ele apertava com força. Depois de um tempo não havia mais lágrimas, e ele apenas recostou a cabeça na cabeceira da cama, os olhos fitando o teto e sua mão direita passando por seu rosto e parado em seus cabelos loiros. Fechou os olhos e ali permaneceu, imóvel. Agora, ao invés de ir ao lago pensar em sua mãe, deveria pensar em seu pai também.

*   *   *

Charles abriu seus olhos vagarosamente.
- Oh! Você acordou!
Charles tentou reconhecer a voz, em vão.
- Consegue se sentar?
Charles se apoiou no colchão e foi levantando lentamente, sentindo dor em seus joelhos ainda. Quando sentou, viu uma garota do lado da cama. Ela aparentava ter treze ou catorze anos. Usava um uniforme de hospital e seus cabelos negros estavam presos para trás em um coque. Seu rosto possuía feições suaves e ela tinha olhos negros incandescentes.
- O-onde estou? - disse Charles, fraco.
- Está no Acampamento Meio-Sangue, Nova Iorque, Manhattan.
O corpo de Charles ficou paralisado. New York? Manhattan? Eu estou muito longe de Ohio.. Como vou voltar? - esse pensamento rapidamente saiu de sua mente quando lembrou que não tinha casa. Meu Deus! O que eu faço?
- Nada.
- Disse alguma coisa? - perguntou Charles a enfermeira que estava molhando um pano branco em uma bacia somente mais ou menos cheia.
- Não, por quê?
- Nada, esquece.
Charles tentou imaginar de onde vinha aquela voz que o havia aconselhado. Esse nome, Acampamento Meio-Sangue... Me é familiar.
- Quanto tempo fiquei dormindo?
A garota passou um tempo pensando e respondeu:
- Você ficou em coma por quase uma semana, o único sinal de que você estava vivo era sua leve respiração.
Charles suspirou levemente e deixou que a menina trocasse suas ataduras.
- Posso perguntar uma coisa? - perguntou a garota.
- Claro.
- Como você sobreviveu a um ataque de uma Quimera?
Charles demorou para responder.
- Eu não sei. - e com essa seca resposta, eles pararam de conversar.
Passados alguns dias, Charles conseguiu se recuperar graças ao Néctar e ambrosia que havia recebido. Agora, ele recebera duas muletas para andar e saiu da enfermaria com ordens para ir direto a Casa Grande. Ele não demorou muito para chegar lá, bateu na porta com o ombro e esperou até que alguém abrisse., e para sua surpresa, uma criatura metade cavalo e metade humano apareceu cavalgando atrás dele.
Com a surpresa, Charles deu um grito abafado. Seu medo fez com que suas mãos escorregassem das muletas, seu joelhos cederam e ele caiu na madeira da qual era feita a varanda da Casa Grande. Uma dor indescritível se formou criando mais um grito abafado por sua mão.
- Calma garoto! - disse o centauro.
Charles tentou se arrastar para longe, mas suas costas bateram contra a parede e ele se viu sem saída.
- Meu nome é Quiron. Sou o Diretor de Atividades do Acampamento Meio-Sangue. Não precisa ter medo, venha comigo. Eu lhe explicarei tudo.
Charles balançou a cabeça. Não. As lembranças da Quimera o impediram de raciocinar direito, até que uma voz, como a de um trovão, surgiu em sua mente. Não tenha medo Charles, Vá. Charles fechou os olhos e tentou encontrar uma solução para o problema.
Vá.
Não, eu não vou. É perigoso, meu pai sempre me ensinou a não acreditar em estranhos - pensou ele, como uma criança de nove anos.
Vá, filho.
Charles abriu seus olhos, procurando uma resposta. Relutante, pegou suas muletas e levantou.
- Que ótimo! Mas você não pode andar por aí assim, vai apenas se cansar mais ainda. Suba!
O Centauro deitou-se para que Charles pudesse subir. Quando ele subiu, Quíron levantou-se rapidamente e começou a cavalgar lentamente.
- Então - disse o centauro - Charles não é?
- S-Sim - gaguejou Charles
O centauro deu uma risada bem amigável.
- Não fique com medo meu jovem, estamos apenas em uma caminhada ao ar livre. Bom, acho que devo explicar algumas coisas pra você. Você gosta de Mitologia? Da grega, principalmente?
Charles revirou sua mente a procura de mitos gregos.
- Sim, gosto muito dela.
- Bom, como você já deve ter percebido, a mitologia grega não é mentira, não são histórias criadas para explicar os fatos. Os deuses gregos, os monstros, os objetos e principalmente os semideuses são verdade.
Charles tentou assimilar tudo aquilo. Bom, ele estava falando com um Centauro, havia lutado com uma Quimera e havia recebido ajuda de Ninfas. Aquilo era muito confuso para ele. Quando Quíron percebeu isso, o levou até a margem do estreito de Long Island. Lá, Charles se sentou e ficou atento as palavras de Quíron.
Enquanto Quíron falava, Charles absorvia cada pedaço de informação que conseguia. Tudo se encaixava, exatamente tudo. Quando Quíron terminou de explicar a última parte, a qual falava sobre os semideuses, Charles deu um leve suspiro.
- E como sei que sou um Semideus?
- Bom, sua dislexia e o TDAH podem afirmar que sua mente está conecta ao grego antigo, e o TDAH é nada mais do que seus reflexos em batalha. A Quimera também não o atacaria se você fosse um mortal qualquer.
- Entendo... Mas, por que ela me abandonou? - Charles envolveu os braços em seus joelhos.
- Charles... - disse Quíron, como uma voz compassiva - Zeus fez um decreto, no qual os deuses não poderiam ficar muito tempo com seus filhos, porque eles passariam a esquecer suas tarefas e se tornariam mais "humanos". Para isso, foi criado o Acampamento Meio-Sangue, um centro de treinamento para os semideuses. Você ficará seguro enquanto estiver aqui. Até que seu pai ou mãe divino o reclame, você ficará no Chalé de Hermes.
Ele subiu no lombo de Quíron, inconformado com sua mãe, mas estaria a salvo lá. Após pegar sua muleta, ele entrou no Chalé de Hermes rapidamente. Recebeu as boas vindas de Connor e Travis Stoll e deitou, com ódio de sua mãe. Esperando um novo dia e se agarrando a sensação de salvamento que o Acampamento o trazia, dormiu.

#Gabriel

Aguardem pelo próximo capítulo!
Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
Comentem sobre a fic!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[T&S] Res. de Cinema | A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)

A Escolha Perfeita

Resenha Cinematográfica

Sabe aqueles filmes horríveis e lamentáveis com atores desconhecidos e o nome de um ator famoso no pôster, que é um personagem pequeno, mas serve para o marketing?
Então, Pitch Pefect é um filme que segura um nome forte de produtora e atriz ao mesmo tempo. O nome é de Elizabeth Banks, a Effie de Jogos Vorazes. Mas o filme não é lamentável.
Banks, ao lado de John Michael Higgins, interpreta a locutora de competições de grupos acapella. E durante o filme, ela aparece umas 5 vezes, fazendo comédia, tão naturalmente, que apaga a memória dela morena, na trilogia Spiderman ou ela com as perucas extravagantes de Effie Trinket.
A personagem interminavelmente tira sarro do grupo "Bella", cuja cantora principal vomitou no palco da competição, o que dificulta as inscrições para o grupo. Seguindo a história, Aubrey (Anna Camp), a diretora solista do grupo, corre atrás de um grupo de desajeitados para integrar o grupo. Esse grupo inclui Chloe (Brittany Snow), Amy Gorda (Rebel Wilson) e Beca (Anna Kendrick), que não aguenta mais as músicas velhas e repetitivas que o grupo canta e quer renová-lo, porém falha em tal ação.
Kendrick, a protagonista, não é um surpresa. Não decepcionante, mas não agradável também. Ela interpreta a personagem tão calmamente, parecendo que ignora o que acontece ao seu redor. Já Camp, Snow e Wilson, surpreendem, fazendo você rir delas ou torcer por elas nos mais variados momentos dos filmes.
O filme, obviamente, tem mais elenco e sendo assim, mais surpresas. Adam LeVine sabe te fazer rir, mas sendo o vilão neutro da história, não consegue te envolver do jeito certo. Skylar Astin é o apaixonado renegado, que te convence e canta bem durante o filme.
Mas uma surpresa ótima, é rever Christopher Mintz-Plasse, de Kick-Ass tem duas cenas no filme, sendo aquele colega "mala".
Se você esquecer dos precedentes fracassados do ramo musical no cinema, o filme é incrível. Uma comédia level, de nível mediano que pode te surpreender. Então, deixe-se surpreender, sente-se e assista a uma comédia recheada de músicas atuais.

Pitch Perfect
2012, EUA - 112 min.
Comédia | Musical | Aventura

Dirigido por Jason Moore
Estrelado por Anna Kendrick, Brittany Snow, Christopher Mintz-Plasse, Elizabeth Banks, Freddie Stroma, Adam DeVine, Alexis Knapp, Anna Camp, John Michael Higgins..

Qualificação Final:
08.0 de 10.0
Resenha escrita por
Will

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 2

Bom galera, hoje é segundo capítulo dela e espero que gostem : D

Capítulo 2 - A Luta

       Charles olhou para o monstro, aflito. "Uma quimera? Não, não é possível. Talvez... Alucinações causadas pela fumaça? Não, patético." Voltou a floresta e se escondeu atrás do primeiro pinheiro que viu. Sentou, com as costas apoiadas na madeira, e ficou batendo a cabeça na árvore. "Quimera... Quimera... Vamos Charles! O que você sabe sobre Quimeras?"

       Tentou lembrar de sua aula de filosofia da semana interior. Qualquer informação seria bem-vinda naquele momento. "Quimera... Ah!" - lembrou: "Quimera é uma figura mitológica caracterizada por uma aparência híbrida com dois ou mais animais, e a capacidade de lançar fogo pelas narinas".

       Se arriscou a espiar o monstro. Ele devia ter mais ou menos dois metros de altura. Tinha um corpo de leão e asas de águia. Mas o que realmente fez Charles temer foi a sua calda e sua cabeça. Onde deveria estar a cauda, havia uma cobra, uma naja, e onde deveria estar apenas uma cabeça, havia duas cabeças de leões com chifres imensos.

       A criatura estava envolta nas chamas, queimando mais ainda a cabeça e rosnando. "Está procurando algo"– pensou Charles. Como se a visão do monstro não fosse suficiente, Charles engoliu em seco com a possibilidade de o monstro não estar procurando algo, e sim quem. "Mas, ele é um monstro mitológico, não existe". Mas Charles sabia que ele era de verdade. O fogo e a fumaça eram reais, ele sabia disso.

       – Merda - disse Charles, batendo mais uma vez a cabeça no pinheiro, com isso, alguns pinhos caíram na terra ressecada, fazendo um barulho bem alto.

       O monstro se virou para Charles, as duas cabeças sibilando para a árvore, logo em seguida Charles sentiu a temperatura aumentando, o fogo estava mais perto. Ele consegui rolar no chão antes que uma bola de fogo destruísse a árvore. Sentiu uma pontada no pé, uma dor imensa, quando olhou para seu pé percebeu que ele estava em uma posição estranha, porém a adrenalina anulara a dor, e ele correu para o único lugar onde ele estaria a salvo temporariamente do fogo: O lago.

       Ele correu, ou melhor, mancou o caminho inteiro. A adrenalina podia ter anulado a dor, mas se andar era difícil, você pode imaginar quanta dor Charles sentia no momento. O monstro o perseguia pelo ar, soltando bolas de fogo na floresta causando um verdadeiro incêndio agora. Charles tossia muito, estava ficando lento, a dor aumetara drasticamente. Quando viu o lago, Charles simplesmente pulou nele sem pensar em nada. O lago era limpo e raso, então Charles conseguia ver perfeitamente o monstro por entre as águas cristalinas.

       Ele estava sobrevoando a água, jogando bolas de fogo que faziam a água borbulhar e evaporar. Charles percebeu que enquanto ele jogava as bolas, ele parava de atacar por alguns segundos, esses segundos salvaram a vida de Charles, pois quando o monstro dava seu intervalo para uma nova bola de fogo, ele submergia e respirava o ar.

       Mas ele sabia que não poderia ficar assim, provavelmente iria se cansar e morrer afogado, e a água do lago estava ficando muito quente por sinal. Enquanto Charles pensava em algo, uma nova bola de fogo foi lançada, e ela foi mais intensa que as outras, deixando a água a ponto de queimar Charles. Em meio ao calor, Charles viu uma espada prateada presa por entre as pedras que ficavam na margem do lago.

       Ele nadou até lá, e rapidamente pegou a espada. E levantou. O monstro estava voando sobre o lago atiçando o fogo na água. A dor no pé de Charles ainda era monstruosa, e o pé quebrado apenas dificultava seus movimentos. Charles tentou andar, em vão, o pé dele fez um movimento brusco e ele caiu com um impacto forte. Com seu grito de agonia, o monstro olhou para ele, as duas cabeças se preparando para lançar o fogo.

       Mas a quimera não o fez. Ela simplesmente voou até Charles, passou por cima dele e com sua calda quase        arrancou o pescoço de Charles. Mas, seu ataque foi interceptado. Charles, mesmo com o pé quebrado, usou reflexos que ele não sabia que possuía: Ele esquivou, segurou na cobra e subiu no leão, logo em seguida cortou a cauda.

       Um grito estridente acompanhado de uma coluna de fogo saiu das bocas da criatura. Charles segurou nas asas de águia dela e ela saiu voando, soltando bola de fogo. A dor proporcionada pela mão de Charles arrancando suas penas para tentar não cair fazia a Quimera apenas gritar mais e soltar mais fogo.

       Charles não estava mais aguentando, e sabendo que iria cair logo depois cortou uma asa da Quimera, fazendo ambos caírem. Charles caiu brutalmente no chão, seu pé sangrando e agora várias partes do seu corpo também sangram. Entre a Quimera e ele havia apenas uma faixa de pó. Ela se levantou, com apenas uma asa. Estava cansada. Charles sabia que não poderia se mover. Ele ainda estava com a espada. Se ela viesse atacá-lo, ele poderia matá-la, porem, nada a impede de incinerar Charles.

       Ela estava pronta. Seus olhos vermelhos mortíferos fuzilando Charles. Foi quando algo inesperado aconteceu. As árvores se mexeram, delas saíram várias mulheres verdes com vestidos da mesma cor. Elas enrolaram a Quimera, usaram seus braços fortes para segurá-la, imobilizá-la. Uma delas pediu a espada de Charles, ele a entregou. Depois de alguns minutos, apenas uma faixa enorme de pó cintilante restava do monstro.

       – E agora? - perguntou uma mulher-verde.

       Uma outra mulher-verde foi até Charles, se abaixou e disse:

       – Vamos levá-lo ao acampamento, lá você estará seguro.

       Ao ouvir essa frase, Charles apenas continuou deitado, esperando estar a salvo. Qualquer lugar era melhor que aquele, seu pai morto, casa destruída. Ele realmente não tinha para onde ir. Então, apenas fez um sim com a cabeça antes de seus olhos focarem apenas a escuridão.

Aguardem pelo próximo capítulo!
Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
Comentem sobre a fic!