Eu particularmente nunca vi quem comete suicídio com bons olhos, mas passei a entender um pouco mais conhecendo a história de Hannah, ela tentava confiar nas pessoas, tentava acreditar e começar do zero a cada vez que essas mesmas pessoas davam uma rasteira nela, tentava confiar novamente, e com o tempo, desistiu, não viu motivo, não quis se machucar mais. É um livro horrível, mas não aquele horrível de ruim, é um horrível de ótimo, deu de entender? Aquele livro que te faz sentir como Clay, te faz sentir a angustia e a tristeza de cada fita, um livro raro. Não cheguei a chorar com o livro, talvez isso tenha sido o mais frustrante porque toda aquela angustia ainda esta presa no meu peito, dentro de mim prestes a qualquer momento simplesmente sair...Me tornei amiga de Clay e Hannah através das páginas, desejava a cada segundo, a cada letra que Hannah não tivesse feito o que fez, desejava a cada segundo entrar no livro e dizer a Clay que aquela angustia ia passar, desejava que todo aquele clima se aniquilasse, mas não era possível. Daqui a 50 anos ainda vou me lembrar desse livro, de tudo que aprendi com ele, das lições e ensinamentos que ele me proporcionou e por mais que suicídio seja um tema extremamente forte e por vezes ignorado (como em determinado ponto é citado no livro), é um tema importante, um tema a ser discutido e questionado. Os 13 porquês me ensinou que pessoas, são como diamantes, preciosas, mas tem a fragilidade de um cristal e devem ser cuidadas sempre.
Resenha escrita por
Letícia