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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 5

O capítulo 6 não ficou atrativo, então aqui vai só o capítulo 5.

Capítulo 5

Charles estava realmente muito animado. Ele acabara de sair do almoço no refeitório, e a notícia realmente havia aumentado em muito seu ânimo. A Caça a Bandeira era hoje! Ele falara com vários campistas veteranos e pegou todas as informações que podia. Mas porque ele estava tão animado? Ora, era o momento perfeito. O momento em que ele mostrará para a sua mãe que ele vale a pena ser reclamado.
Charles deitou na grama, banhado pela luz do sol acima dele. Um sorriso podia se encontrar em seu rosto. Ele tentou lembrar de todas as palavras de Quíron. Se a memória dele não estivesse falha, ele podia lembrar do seguinte: O evento era a vingança de Apolo contra Ares, quando o mesmo perdeu na última Caça a Bandeira. Ares em aliança com Hefesto, Hebe, Atena e Deméter. Apolo em aliança com Hermes, Nêmesis, Íris, Hécate e Dionísio.
Uma possibilidade entrou na mente de Charles como uma bomba. ELE estava contra Andrew. Ele não teria chances nenhuma numa luta mano a mano. Porém esse pensamento logo se afastou, afinal, não haveria como, em uma floresta onde dezenas de campistas estariam lutando, ele ter que lutar logo com ele. Porém, a força do time vermelho aumentava em muito só com a presença dele.
O dia foi passando até que as 17:30, onde estava marcado para que todos os campistas pertencentes aos dez chalés se reunissem na frente da floresta. Charles chegou meio atrasado, mas todos os chalés estavam lá já. O grupo de Ares estava com camisa vermelha por baixo das armaduras, enquanto o grupo de Apolo usava uma camisa laranja. Todos do grupo de Apolo estavam reunidos em uma roda. Sussurrando alto o suficiente para apenas aqueles na roda pudessem ouvir, Lucas, o conselheiro-chefe do chalé 7, disse:
– Então pessoal, é a nossa chance agora. Eu peço a ajuda de todos vocês. Precisamos derrotar Ares hoje. O objetivo? Bom, nós ficaremos com a parte Norte da floresta e eles com a Sul. Temos que encontrar a bandeira deles e levá-la ao nosso território. Assim que cruzarmos o território, a trombeta vai soar e anunciar o vencedor. A fronteira é no riacho que passa no meio da floresta - disse, apontando para a nascente do riacho que estava apenas alguns metros do grupo - e - ele diminuiu o tom - a nossa bandeira vai ficar no extremo Sul - todos concordaram com a cabeça, inclusive Charles - Bom: Hécate, vocês ficam com a Linha de Defesa, perto da bandeira. Quando a trombeta soar, vocês devem ir direto para lá, entenderam? - alguns campistas disseram "sim" - Irís, vocês vão adentrar a floresta junto conosco, Apolo, e mandará as informações que conseguirem para nós, entendido? Ótimo. Nêmesis: Sua função é capturar a bandeira. Dionísio: Usem seus poderes com as vinhas para criar armadilhas, junto com Hermes. Entendido? - todos concordaram com a cabeça - Mais uma coisa: Eles têm Atena, A estratégia e a força juntos. Tomem muito, muito cuidado.
– Silêncio! Todos vocês! - Quíron se pronunciou - Vamos dar início a atividade! Todos já sabem as regras! Arrumem seus campistas, e em cinco minutos daremos início a Caça a Bandeira! - todos começaram a gritar com a última frase de Quíron.
Deram a Charles uma armadura para lá de pesada. Sabendo que tal peso só diminuiria sua velocidade e seu poder na luta, Charles retirou o capacete e ficou apenas com o peitoral, as ombreiras, as cotoveleiras e as joelheiras. Ele recebeu uma bela espada feita de bronze celestial. A embainhou. Lucas pegou a bandeira e, ao soar, da trombeta, o acampamento se dispersou numa velocidade surpreendente.
Charles correu para o meio da floresta, em seu território. O sol já estava se pondo a essa hora. Os grandes pinheiros tomavam uma boa visão do céu. A vegetação mediana impedia um pouco o caminhar de Charles, mas isso não o impediu de adentrá-la mais. Fez sua primeira arapuca, a qual havia aprendido com seu pai, e seguiu mais adentro. Não se passou muito tempo até Charles ouvir o som de metais se chocando a sua direita.Invadiram nosso território!.
Ele foi na direção do som. Ao chegar lá, ele viu um campista com uma camisa vermelha embaixo da armadura, e o número "3" colado em seu peitoral. O campista do grupo de Apolo estava perdendo feio a batalha. Ele possuía vários cortes e seu capacete estava amassado. O campista vermelho ganhava terreno furiosamente, utilizando de qualquer brecha para atacar seu adversário. Charles não pode ficar parado. Ele se esgueirou por trás de seu inimigo e bateu fortemente com o punho da espada no pescoço do semideus. Ele caiu desmaiado no chão.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 4

Tá né, super atrasado mas tudo bem.
Capítulo 4 - O Treinamento
Charles acordou com uma dor latejante em suas pernas. Tomou um pouco de Néctar e foi de muleta até o refeitório onde sentou na mesa de seus companheiros de Chalé. Comeu silenciosamente, numa tentativa de tentando esconder a sua raiva por sua mãe. Obtivera sucesso até Quíron levantar-se e começar a falar:
– Bom dia, semideuses! - O forte bom dia de Quíron foi respondido da com uma força ainda maior, o que deixou o centauro satisfeito - bom, poucos de vocês tiveram a oportunidade de vê-lo, então, irei apresentá-lo - um calafrio correu pelo corpo de Charles, ele já havia antecipado o que ocorreria a seguir - Eu apresento a vocês, nosso novo campista: Charles Mcder! Levante-se Charles, e venha até aqui.
Charles fechou seus punhos, abaixando sua cabeça. Seu corpo estava domado pela vergonha. Ficou lá por algum tempo, até que uma mão tocou em seu ombro. Era um sátiro, ele trazia duas muletas em suas mãos.
Ótimo, eles acham que fiquei aqui por não poder andar.
Ele aceitou as muletas, e, com a cabeça baixa, foi andando lentamente até a elevação onde se encontrava Quíron, Senhor D. e Argos. Quando chegou lá, levantou levemente a cabeça, e viu centenas de olhos fixados nele. Todos esperaram que ele falasse algo, porém quando Quíron viu que ele não falaria nada, limpou a garganta e disse:
– Bom, eu o trouxe aqui para pedir desculpas em público por não haver nenhum sátiro por perto quando foi atacado pela Quimera - um murmúrio baixo começou a se espalhar - porém, quando percebemos o ataque, não tínhamos como ajudá-lo imediatamente, então, através de alguns espíritos da natureza enviamos uma espada de bronze celestial para ele. Ele resistiu bravamente contra o ataque da Quimera antes de nossas tropas chegarem para matá-la.
Um silêncio pairava sobre o refeitório. Charles observava cada rosto para ver suas reações. Conseguiu ver medo, admiração e raiva no rosto de alguns semideuses. Então, uma voz se ergueu no meio dos semideuses, vindo da mesa onde Charles estava sentado.
– Ele sobreviveu sozinho ao ataque de uma Quimera! Talvez o único aqui que poderia ter feito isso sem treinamento algum é o Andrew! - O olhar de todos se viraram para um garoto de mais ou menos treze anos, ele tinha cabelo negros cacheados, tinha um olhos escuros e penetrantes, usava uma camisa vermelha que delineava músculos muito proeminentes. Ele estava sentado na mesa do Chalé 5, o Chalé de Ares.
Andrew focava a mesa de madeira, sem nenhum interesse na conversa. Charles conseguiu perceber que ele era temido, forte. Ele estava frio, ignorando todos os olhares e recomeçou a comer sua comida em silêncio. Ele emanava poder, e ser comparado com alguém mais forte do que qualquer um no Acampamento fez a autoestima de Charles dar um pulo. Com um limpar de sua garganta, Connor continuou:
– Reconhecem isso? Então, ele não merece o silêncio de vocês.
Com um sorriso no rosto, Connor começou a unir as palmas de suas mãos. Os aplausos dele foi aumentando como uma onde de som que se espalha por um ambiente. Lentamente, cada campista se unia ao coro de baques que as batidas produziam, e após alguns minutos, todas as mãos se uniam produzindo sons direcionados a Charles. Charles ficou envergonhado, mas percebeu que vários semideuses batiam palmas forçadamente, com um sorriso falso no rosto.
Quíron acabou com os aplausos com um levantar de suas mãos, e depois disse: - Bom, esse ato me pegou de surpresa. Mas, como vocês devem saber, não recebemos novos campistas a quase nove meses. Eu realmente não entendo isso, nossas tropas estão menores, se uma guerra nascer rapidamente podemos ser dizimados, precisamos aumentar em muito nossa força de combate. Então, Charles deve ser treinado até o dia em que for reclamado, após esse dia ele treinará por ele próprio - ele olhou para Andrew por um instante -, Andrew! Você será o professor de esgrima de Charles. Vocês começaram depois que ele se recuperar - Andrew apenas fez que sim com a cabeça sem demonstrar nenhum contato visual. Com um gesto, Quíron pediu que Charles descesse e eles continuaram a refeição. Mas agora muitos campistas falavam sobre Charles através de sussurros. Charles teve tempo apenas para dar um sincero obrigado a Connor e saiu do refeitório.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 3

Terceiro capítulo meio atrasado... Mas ele tá legal, acho.


Capítulo 3 - O Acampamento


      Charles acordou com uma dor forte na área dos joelhos e em seu pé. Abriu seus olhos lentamente, com a vista embaçada, conseguiu apenas discernir um teto alto. Se sentou e, após seus olhos se acostumarem com a claridade, analisou o estado de seus joelhos.
Uma mancha vermelha grande estava bem ressaltada por cima das ataduras que ficavam em cima de cada joelho. Ele estava usando apenas uma cueca preta e seu peito estava enfaixado do ombro a cintura. Alguém havia cuidado dele, e, trocara sua cueca - um arrepio correu por todo o corpo de Charles -, mas a frustação foi contida quando ele percebeu seu estado.
A pessoa cuidara dele então ele não morreria graças  esses cuidados médicos, mas também teria uma grande dívida com ela. Charles olhou em volta, ainda fraco. Ele conseguia ouvir um cair de águas em algum lugar, ouvia gemidos e passos apressados de pessoas andando no corredor a frente ele. Mas esse mundo estava separado dele por cortinas brancas que ficavam em volta da cama.
Seu pé estava bem melhor, ele o movia livremente pela cama, porém seus joelhos aparentavam um choque muito grande. Mesmo se esforçando, ele não conseguia lembrar de ter batido os joelhos, ele não lembrava de nenhuma dor. Com um suspiro, passou toda a noite passada em sua mente. Ele colocou a mão no coração quando lembrou de seu pai sendo morto pela Quimera, sentiu um gosto amargo de lágrimas em sua boca.
Eu sou órfão. O poder desse simples pensamento abriu um buraco no coração de Charles. Ele começou a chorar intensamente pela morte do pai, sentindo cada lágrima passando pelo seu rosto e caindo no lençol branco no qual ele apertava com força. Depois de um tempo não havia mais lágrimas, e ele apenas recostou a cabeça na cabeceira da cama, os olhos fitando o teto e sua mão direita passando por seu rosto e parado em seus cabelos loiros. Fechou os olhos e ali permaneceu, imóvel. Agora, ao invés de ir ao lago pensar em sua mãe, deveria pensar em seu pai também.

*   *   *

Charles abriu seus olhos vagarosamente.
- Oh! Você acordou!
Charles tentou reconhecer a voz, em vão.
- Consegue se sentar?
Charles se apoiou no colchão e foi levantando lentamente, sentindo dor em seus joelhos ainda. Quando sentou, viu uma garota do lado da cama. Ela aparentava ter treze ou catorze anos. Usava um uniforme de hospital e seus cabelos negros estavam presos para trás em um coque. Seu rosto possuía feições suaves e ela tinha olhos negros incandescentes.
- O-onde estou? - disse Charles, fraco.
- Está no Acampamento Meio-Sangue, Nova Iorque, Manhattan.
O corpo de Charles ficou paralisado. New York? Manhattan? Eu estou muito longe de Ohio.. Como vou voltar? - esse pensamento rapidamente saiu de sua mente quando lembrou que não tinha casa. Meu Deus! O que eu faço?
- Nada.
- Disse alguma coisa? - perguntou Charles a enfermeira que estava molhando um pano branco em uma bacia somente mais ou menos cheia.
- Não, por quê?
- Nada, esquece.
Charles tentou imaginar de onde vinha aquela voz que o havia aconselhado. Esse nome, Acampamento Meio-Sangue... Me é familiar.
- Quanto tempo fiquei dormindo?
A garota passou um tempo pensando e respondeu:
- Você ficou em coma por quase uma semana, o único sinal de que você estava vivo era sua leve respiração.
Charles suspirou levemente e deixou que a menina trocasse suas ataduras.
- Posso perguntar uma coisa? - perguntou a garota.
- Claro.
- Como você sobreviveu a um ataque de uma Quimera?
Charles demorou para responder.
- Eu não sei. - e com essa seca resposta, eles pararam de conversar.
Passados alguns dias, Charles conseguiu se recuperar graças ao Néctar e ambrosia que havia recebido. Agora, ele recebera duas muletas para andar e saiu da enfermaria com ordens para ir direto a Casa Grande. Ele não demorou muito para chegar lá, bateu na porta com o ombro e esperou até que alguém abrisse., e para sua surpresa, uma criatura metade cavalo e metade humano apareceu cavalgando atrás dele.
Com a surpresa, Charles deu um grito abafado. Seu medo fez com que suas mãos escorregassem das muletas, seu joelhos cederam e ele caiu na madeira da qual era feita a varanda da Casa Grande. Uma dor indescritível se formou criando mais um grito abafado por sua mão.
- Calma garoto! - disse o centauro.
Charles tentou se arrastar para longe, mas suas costas bateram contra a parede e ele se viu sem saída.
- Meu nome é Quiron. Sou o Diretor de Atividades do Acampamento Meio-Sangue. Não precisa ter medo, venha comigo. Eu lhe explicarei tudo.
Charles balançou a cabeça. Não. As lembranças da Quimera o impediram de raciocinar direito, até que uma voz, como a de um trovão, surgiu em sua mente. Não tenha medo Charles, Vá. Charles fechou os olhos e tentou encontrar uma solução para o problema.
Vá.
Não, eu não vou. É perigoso, meu pai sempre me ensinou a não acreditar em estranhos - pensou ele, como uma criança de nove anos.
Vá, filho.
Charles abriu seus olhos, procurando uma resposta. Relutante, pegou suas muletas e levantou.
- Que ótimo! Mas você não pode andar por aí assim, vai apenas se cansar mais ainda. Suba!
O Centauro deitou-se para que Charles pudesse subir. Quando ele subiu, Quíron levantou-se rapidamente e começou a cavalgar lentamente.
- Então - disse o centauro - Charles não é?
- S-Sim - gaguejou Charles
O centauro deu uma risada bem amigável.
- Não fique com medo meu jovem, estamos apenas em uma caminhada ao ar livre. Bom, acho que devo explicar algumas coisas pra você. Você gosta de Mitologia? Da grega, principalmente?
Charles revirou sua mente a procura de mitos gregos.
- Sim, gosto muito dela.
- Bom, como você já deve ter percebido, a mitologia grega não é mentira, não são histórias criadas para explicar os fatos. Os deuses gregos, os monstros, os objetos e principalmente os semideuses são verdade.
Charles tentou assimilar tudo aquilo. Bom, ele estava falando com um Centauro, havia lutado com uma Quimera e havia recebido ajuda de Ninfas. Aquilo era muito confuso para ele. Quando Quíron percebeu isso, o levou até a margem do estreito de Long Island. Lá, Charles se sentou e ficou atento as palavras de Quíron.
Enquanto Quíron falava, Charles absorvia cada pedaço de informação que conseguia. Tudo se encaixava, exatamente tudo. Quando Quíron terminou de explicar a última parte, a qual falava sobre os semideuses, Charles deu um leve suspiro.
- E como sei que sou um Semideus?
- Bom, sua dislexia e o TDAH podem afirmar que sua mente está conecta ao grego antigo, e o TDAH é nada mais do que seus reflexos em batalha. A Quimera também não o atacaria se você fosse um mortal qualquer.
- Entendo... Mas, por que ela me abandonou? - Charles envolveu os braços em seus joelhos.
- Charles... - disse Quíron, como uma voz compassiva - Zeus fez um decreto, no qual os deuses não poderiam ficar muito tempo com seus filhos, porque eles passariam a esquecer suas tarefas e se tornariam mais "humanos". Para isso, foi criado o Acampamento Meio-Sangue, um centro de treinamento para os semideuses. Você ficará seguro enquanto estiver aqui. Até que seu pai ou mãe divino o reclame, você ficará no Chalé de Hermes.
Ele subiu no lombo de Quíron, inconformado com sua mãe, mas estaria a salvo lá. Após pegar sua muleta, ele entrou no Chalé de Hermes rapidamente. Recebeu as boas vindas de Connor e Travis Stoll e deitou, com ódio de sua mãe. Esperando um novo dia e se agarrando a sensação de salvamento que o Acampamento o trazia, dormiu.

#Gabriel

Aguardem pelo próximo capítulo!
Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
Comentem sobre a fic!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 2

Bom galera, hoje é segundo capítulo dela e espero que gostem : D

Capítulo 2 - A Luta

       Charles olhou para o monstro, aflito. "Uma quimera? Não, não é possível. Talvez... Alucinações causadas pela fumaça? Não, patético." Voltou a floresta e se escondeu atrás do primeiro pinheiro que viu. Sentou, com as costas apoiadas na madeira, e ficou batendo a cabeça na árvore. "Quimera... Quimera... Vamos Charles! O que você sabe sobre Quimeras?"

       Tentou lembrar de sua aula de filosofia da semana interior. Qualquer informação seria bem-vinda naquele momento. "Quimera... Ah!" - lembrou: "Quimera é uma figura mitológica caracterizada por uma aparência híbrida com dois ou mais animais, e a capacidade de lançar fogo pelas narinas".

       Se arriscou a espiar o monstro. Ele devia ter mais ou menos dois metros de altura. Tinha um corpo de leão e asas de águia. Mas o que realmente fez Charles temer foi a sua calda e sua cabeça. Onde deveria estar a cauda, havia uma cobra, uma naja, e onde deveria estar apenas uma cabeça, havia duas cabeças de leões com chifres imensos.

       A criatura estava envolta nas chamas, queimando mais ainda a cabeça e rosnando. "Está procurando algo"– pensou Charles. Como se a visão do monstro não fosse suficiente, Charles engoliu em seco com a possibilidade de o monstro não estar procurando algo, e sim quem. "Mas, ele é um monstro mitológico, não existe". Mas Charles sabia que ele era de verdade. O fogo e a fumaça eram reais, ele sabia disso.

       – Merda - disse Charles, batendo mais uma vez a cabeça no pinheiro, com isso, alguns pinhos caíram na terra ressecada, fazendo um barulho bem alto.

       O monstro se virou para Charles, as duas cabeças sibilando para a árvore, logo em seguida Charles sentiu a temperatura aumentando, o fogo estava mais perto. Ele consegui rolar no chão antes que uma bola de fogo destruísse a árvore. Sentiu uma pontada no pé, uma dor imensa, quando olhou para seu pé percebeu que ele estava em uma posição estranha, porém a adrenalina anulara a dor, e ele correu para o único lugar onde ele estaria a salvo temporariamente do fogo: O lago.

       Ele correu, ou melhor, mancou o caminho inteiro. A adrenalina podia ter anulado a dor, mas se andar era difícil, você pode imaginar quanta dor Charles sentia no momento. O monstro o perseguia pelo ar, soltando bolas de fogo na floresta causando um verdadeiro incêndio agora. Charles tossia muito, estava ficando lento, a dor aumetara drasticamente. Quando viu o lago, Charles simplesmente pulou nele sem pensar em nada. O lago era limpo e raso, então Charles conseguia ver perfeitamente o monstro por entre as águas cristalinas.

       Ele estava sobrevoando a água, jogando bolas de fogo que faziam a água borbulhar e evaporar. Charles percebeu que enquanto ele jogava as bolas, ele parava de atacar por alguns segundos, esses segundos salvaram a vida de Charles, pois quando o monstro dava seu intervalo para uma nova bola de fogo, ele submergia e respirava o ar.

       Mas ele sabia que não poderia ficar assim, provavelmente iria se cansar e morrer afogado, e a água do lago estava ficando muito quente por sinal. Enquanto Charles pensava em algo, uma nova bola de fogo foi lançada, e ela foi mais intensa que as outras, deixando a água a ponto de queimar Charles. Em meio ao calor, Charles viu uma espada prateada presa por entre as pedras que ficavam na margem do lago.

       Ele nadou até lá, e rapidamente pegou a espada. E levantou. O monstro estava voando sobre o lago atiçando o fogo na água. A dor no pé de Charles ainda era monstruosa, e o pé quebrado apenas dificultava seus movimentos. Charles tentou andar, em vão, o pé dele fez um movimento brusco e ele caiu com um impacto forte. Com seu grito de agonia, o monstro olhou para ele, as duas cabeças se preparando para lançar o fogo.

       Mas a quimera não o fez. Ela simplesmente voou até Charles, passou por cima dele e com sua calda quase        arrancou o pescoço de Charles. Mas, seu ataque foi interceptado. Charles, mesmo com o pé quebrado, usou reflexos que ele não sabia que possuía: Ele esquivou, segurou na cobra e subiu no leão, logo em seguida cortou a cauda.

       Um grito estridente acompanhado de uma coluna de fogo saiu das bocas da criatura. Charles segurou nas asas de águia dela e ela saiu voando, soltando bola de fogo. A dor proporcionada pela mão de Charles arrancando suas penas para tentar não cair fazia a Quimera apenas gritar mais e soltar mais fogo.

       Charles não estava mais aguentando, e sabendo que iria cair logo depois cortou uma asa da Quimera, fazendo ambos caírem. Charles caiu brutalmente no chão, seu pé sangrando e agora várias partes do seu corpo também sangram. Entre a Quimera e ele havia apenas uma faixa de pó. Ela se levantou, com apenas uma asa. Estava cansada. Charles sabia que não poderia se mover. Ele ainda estava com a espada. Se ela viesse atacá-lo, ele poderia matá-la, porem, nada a impede de incinerar Charles.

       Ela estava pronta. Seus olhos vermelhos mortíferos fuzilando Charles. Foi quando algo inesperado aconteceu. As árvores se mexeram, delas saíram várias mulheres verdes com vestidos da mesma cor. Elas enrolaram a Quimera, usaram seus braços fortes para segurá-la, imobilizá-la. Uma delas pediu a espada de Charles, ele a entregou. Depois de alguns minutos, apenas uma faixa enorme de pó cintilante restava do monstro.

       – E agora? - perguntou uma mulher-verde.

       Uma outra mulher-verde foi até Charles, se abaixou e disse:

       – Vamos levá-lo ao acampamento, lá você estará seguro.

       Ao ouvir essa frase, Charles apenas continuou deitado, esperando estar a salvo. Qualquer lugar era melhor que aquele, seu pai morto, casa destruída. Ele realmente não tinha para onde ir. Então, apenas fez um sim com a cabeça antes de seus olhos focarem apenas a escuridão.

Aguardem pelo próximo capítulo!
Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
Comentem sobre a fic!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

[T&S] FIC| A Destruição do Olimpo - Parte 1 - Capítulo 1

Desculpem-me o atraso, mas aqui está, perante a vocês, a fic de estréia, que foi escrita pelo "Gabriel". Ela terá mais capítulos e todos serão postados aqui, assim é o plano.
Sem mais nem menos, aproveitem!

Capítulo 1: O incêndio.

    
        O sol já se encostava ao horizonte quando Charles chegou, tirou os sapatos sujos e entrou em sua casa. Olhou pela janela, o vasto vale que ficava atrás da sua casa estava deslumbrante com o brilho laranja que o pôr-do-sol criara. O perfume de seu pai impregnava o ar. Charles abriu o a janela, um vento varreu a casa fazendo seus curtos cabelos loiros, já rebeldes pela caminhada, bagunçarem-se totalmente.
            Charles olhou para sua casa. Os livros de seu pai jogados pela casa, uns abertos pelo vento e outros ainda fechados. Alguns nomes podiam ser lidos: “A caçada de Merlin pela Nova África”, “A visão de um arquiteto” e até alguns como: “Vulcões, prós e contras”. Charles jogou o sua mochila na poltrona de sua casa e caminhou pelo corredor, até encontrar uma porta branca, e entrou.
            O cômodo não era muito grande: Duas poltronas, uma escrivaninha com sua cadeira, duas janelas abertas, um lixeiro cheio de papéis amassados, um grande mapa-múndi estava numa mesa do mesmo tamanho, pequenos bonecos de guerra estavam dispostos aqui a li, como se fosse uma revolução de brinquedos, e um mural com várias folhas seguradas por imãs deixavam a sala com o ambiente familiar que trazia um ar de segurança a Charles.
Seu pai estava, como sempre, na cadeira da escrivaninha, pensativo. Caneta na mão, o papel iluminado ainda mais por um pequeno abajur, estava fazendo o que mais gostava: Escrever.
            – Pai? – chamou Charles, enquanto batia em seus ombros.
            – Ah, oi filho – ele se levantou e deu um abraço em Charles – Estou pesquisando um pouco para meu novo livro.
            – Posso ler? – disse Charles, enquanto olhava por trás dos ombros do pai.
            – Não. – ele rapidamente pegou as folhas, colocou-as na gaveta e a trancou – apenas quando eu tiver terminado.
            Charles desde sempre tivera curiosidade em ler os livros do pai. Claro, ele não era um grande escritor, mas seus livros davam para pagar as dívidas e a escola de Charles. A regra não-leia-até-que-eu-termine existe dede que Charles se conhecia por gente.
            Charles deu um sorriso e foi para fora pela porta dos fundos, caminhar. Acenou para seu único vizinho que estava saindo de férias naquele dia e adentrou na floresta de pinheiros. Andou, não muito e achou um lago. Lembranças boas remontavam sua mente, um sorriso, talvez. Era a única lembrança que tinha de sua mãe. Uma tarde no lago. Ela se foi quando Charles tinha apenas cinco anos, em um acidente de ônibus. Ele não conseguia lembrar-se do rosto dela. Apenas lembrava-se de seu corpo em um vestido branco de linho. Só.
            Charles ia aquele lago todo o dia, para lembrar de sua mãe, para pensar na vida. Quando se tocou, já estava escuro. Ele se levantou, tirou os pés das águas límpidas e segui seu caminho até casa. No meio do caminho, sentiu um cheiro forte. Um cheiro de fumaça.
            Seu pai estaria fazendo um churrasco? Não, dificilmente, ele não gosta de carne. Não faria algo que não gosta. Seu vizinho havia saído, então, o que poderia ser? Charles correu, o cheiro aumentara. O mundo estava pintado de cinza. Ele começou a tossir, tapou seu nariz e boca com a camisa. Correu, correu como um louco. Seu pai era esperto, não queimaria nada se não precisasse, e muito menos deixaria algo no fogão e esquecido dele. Algo estava errado, muito errado.
            A floresta se abriu, e o coração de Charles entrou em pânico.
            A sua frente, ao invés da sua casa, via apenas fogo, fogo ardente. O segundo andar da casa acabava de cair quando chegou. Seu pai, onde está ele? Charles se aproximou ainda mais, a fumaça diminuía em muito o alcance de sua visão. O sangue pulsava forte em suas veias. Se prendeu a esperança de um grito masculino. “Ele está vivo, deve ter saído, sei lá, ele tem que estar vivo” pensava Charles.
            Essa esperança apenas devastou mais ainda seu espírito ao ver um corpo envolto em chamas. Um corpo familiar, o corpo de seu pai. Ele estava todo queimado, o corpo sendo destruído pelas brasas. Charles teve um último momento para capitar o rosto de seu pai. Antes que a Quimera o devorasse.

Aguardem pelo próximo capítulo!
Fiquem com os deuses e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
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